Ο choque anafilático constitui manifestação sistêmica grave ...

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Q4196875 Medicina
Ο choque anafilático constitui manifestação sistêmica grave de hipersensibilidade imediata, caracterizada por vasodilatação distributiva, aumento da permeabilidade vascular e comprometimento respiratório potencialmente fatal. A rápida administração de adrenalina permanece como medida terapêutica central na reversão das alterações fisiopatológicas envolvidas. Considerando recomendações contemporâneas relacionadas ao manejo farmacológico da anafilaxia grave e choque anafilático, é correto afirmar:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a via inicial da adrenalina na anafilaxia grave: a administração intramuscular na face anterolateral da coxa é a via de escolha no tratamento inicial, inclusive no choque anafilático, o que afasta o bolus intravenoso como opção preferencial.

Tema central: Adrenalina na anafilaxia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o bolus intravenoso de adrenalina não é a via preferencial nas apresentações iniciais usuais da anafilaxia. O critério excludente é segurança e indicação: essa via tem maior risco de superdosagem, arritmia e eventos cardiovasculares, ficando reservada a contextos específicos, com monitorização e expertise, especialmente em refratariedade. Gravidade do quadro não autoriza automaticamente trocar a via inicial padrão IM por bolus IV.
B
Errada
Está errada porque corticosteroides sistêmicos não têm efeito imediato suficiente para reverter broncoespasmo agudo e hipotensão distributiva da anafilaxia. O critério decisivo é a latência farmacológica: quem atua rapidamente sobre a fisiopatologia anafilática é a adrenalina, por efeitos alfa e beta-adrenérgicos. Corticosteroide pode ser adjuvante, mas não tem maior impacto imediato.
C
Errada
Está errada porque a repetição da adrenalina não se baseia na persistência isolada de manifestações cutâneasmucosas. O critério para redose é persistência ou progressão da anafilaxia clinicamente significativa, sobretudo com comprometimento respiratório e/ou hemodinâmico. Lesões cutâneas isoladas não são o parâmetro decisivo para repetir seriadamente a adrenalina.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve a conduta farmacológica inicial padrão da anafilaxia, inclusive grave: adrenalina por via intramuscular no vasto lateral. O fundamento específico é farmacológico e prático ao mesmo tempo: essa via oferece absorção rápida e previsível, permitindo ação imediata sobre vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e edema de vias aéreas, com perfil de segurança superior ao bolus intravenoso fora de situações específicas.
E
Errada
Está errada porque a base não sustenta incapacidade farmacológica intrínseca dos autoinjetores de atingir efeito terapêutico em adultos. O critério médico aqui é reconhecer que o autoinjetor continua sendo uma forma válida de administração intramuscular precoce de adrenalina. Eventuais limitações de dose, disponibilidade ou contexto não equivalem a ineficácia farmacológica universal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre gravidade e via intravenosa: ao ler 'choque anafilático', muitos candidatos migram automaticamente para bolus IV, mas o ponto correto é que a adrenalina IM no vasto lateral permanece como via inicial padrão, enquanto o IV em bolus fica restrito a situações específicas.
Dica para questões semelhantes
  • Em anafilaxia, primeiro defina o fármaco central: adrenalina, não corticosteroide.
  • Se a pergunta for sobre via inicial, a referência prática é IM na face anterolateral da coxa.
  • Bolus IV de adrenalina não é rotina inicial; pense nele apenas em cenários específicos com monitorização e refratariedade.
  • Para redose de adrenalina, valorize persistência respiratória ou hemodinâmica, não apenas sinais cutâneos isolados.

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