São hemorragias que, sendo encontradas no exame do crânio e ...
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Tema central: A questão aborda tipos de hemorragias intracranianas e sua relação etiológica com doenças (causas não traumáticas) versus trauma. O conhecimento desses padrões é fundamental para o perito médico-legista estabelecer o nexo causal em laudos periciais de óbitos e lesões encefálicas.
Justificativa da alternativa correta (E - Parenquimatosas):
As hemorragias parenquimatosas (ou intraparenquimatosas) ocorrem dentro do tecido cerebral e estão classicamente relacionadas a doenças, não a trauma direto. As causas mais relevantes incluem hipertensão arterial, angiopatias, tumores, malformações vasculares e distúrbios de coagulação (Manual de Traumas e Emergências, 2020). Essas hemorragias revelam fragilidade vascular interna ou processos patológicos cerebrais, sendo raramente decorrentes de impacto físico.
Exemplo prático: Em autópsias de pacientes hipertensos sem história de trauma craniano, é comum encontrar focos hemorrágicos profundos em núcleos da base ou substância branca cerebral, clássicos de etiologia não traumática.
Análise das alternativas incorretas:
A) Periósticas: Hemorragias situadas entre o periósteo e o osso craniano. Quase sempre traumáticas, decorrentes de impactos diretos. Não sugerem doenças internas.
B) Epidurais: Comuns após fratura de crânio, caracterizadas por coleções entre crânio e dura-máter, usualmente decorrentes de ruptura da artéria meníngea média. Fortemente associadas a trauma craniano.
C) Subdurais: Coleções hemorrágicas entre dura-máter e aracnoide, classicamente ligadas a aceleração/desaceleração (quedas, atropelamentos), resultando na ruptura de veias pontes. Preponderantemente traumáticas.
D) Corticais: Situadas na superfície do córtex; podem advir de traumas ou de outras etiologias, mas não são típicas de doenças internas como as parenquimatosas.
Estratégia de prova e pegadinhas:
Fique atento a termos como "sugerem doenças em vez de trauma". Os tipos hemorrágicos epidural, subdural e perióstico aparecem recorrentemente em quadros de trauma, o que direciona o candidato atento para a alternativa E.
Segundo o Manual de Clínica Médica (Cecil, Elsevier, 2020, seções sobre AVC hemorrágico), os principais diagnósticos diferenciais de hemorragias cerebrais sem relação com trauma concentram-se nas hemorragias parenquimatosas.
Resumo: Hemorragias parenquimatosas são tipicamente consequência de doenças e não de trauma craniano direto. O domínio dessas características é decisivo para a atuação do médico-legista em perícias e laudos oficiais.
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A hemorragia intracerebral parenquimatosa espontânea (HiP), que se caracteriza pelo sangramento não traumático do parênquima cerebral, continua a ser uma causa significativa de morbidade e mortalidade em todo o mundo, sendo a segunda maior causa de acidente vascular cerebral (AVC) após os eventos isquêmicos.
A hemorragia cerebral que não sugere trauma é a parenquimatosa. O sangramento no parênquima cerebral está mais associado a doenças.
Gabarito: E
A alternativa correta é: E. parenquimatosas.
Justificativa: As hemorragias parenquimatosas referem-se ao sangramento dentro do tecido cerebral (encéfalo), como nas lesões que envolvem contusão ou lesões vasculares, tipicamente associadas a doenças, como acidente vascular cerebral (AVC), malformações vasculares ou tumores, em vez de traumas diretos. Essas hemorragias indicam processos patológicos que afetam o tecido cerebral, como distúrbios hemorrágicos ou vasculares.
Análise das alternativas incorretas:
- A. periósticas: Hemorragias periósticas são raras, mas geralmente indicam trauma, envolvendo o osso do crânio. Elas ocorrem no periósteo do crânio e não estão associadas a doenças internas.
- B. epidurais: As hemorragias epidurais são tipicamente relacionadas a traumas diretos no crânio, envolvendo a ruptura de vasos sanguíneos na camada entre o crânio e a dura-máter. Embora possam ocorrer em doenças raras, geralmente estão associadas a trauma.
- C. subdurais: As hemorragias subdurais geralmente são resultado de trauma, como acidentes ou quedas, e envolvem o sangramento entre a dura-máter e a aracnoide. Embora possam ser observadas em certas doenças, são mais comumente associadas a trauma.
- D. corticais: Hemorragias corticais ocorrem na camada externa do cérebro (córtex), podendo ser associadas tanto a trauma quanto a condições patológicas, como malformações vasculares, mas não são especificamente indicativas de doenças como as hemorragias parenquimatosas.
Pontos chave:
- Hemorragias parenquimatosas indicam frequentemente doenças, como AVCs ou malformações vasculares.
- As outras hemorragias (epidural, subdural e perióstica) são mais comumente relacionadas a trauma direto.
Resposta correta: E) Parenquimatosas.
- Hemorragias parenquimatosas (no tecido cerebral) são mais associadas a doenças (como hipertensão, aneurismas, tumores) do que a traumas.
- Traumas geralmente causam outros tipos de sangramento (epidural, subdural).
- A, B, C, D: São tipicamente traumáticas (ex.: epidural por fratura craniana).
Resumo: Só a E indica causa não traumática com frequência.
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