Em pacientes com cardiopatia aterosclerótica, a periodontit...

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Q3769065 Odontologia
Em pacientes com cardiopatia aterosclerótica, a periodontite pode atuar como fator de risco adicional devido:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pelo mecanismo fisiopatológico da associação entre periodontite e cardiopatia aterosclerótica: inflamação sistêmica de baixo grau, com elevação de mediadores como a proteína C-reativa, e possível disseminação hematogênica de bactérias ou seus produtos com repercussão endotelial. Esse conjunto sustenta a alternativa D.

Tema central: Periodontite e aterosclerose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui a associação à suposta produção de cálcio no biofilme com deposição nas artérias, mecanismo que não corresponde à fisiopatologia conhecida. O cálculo dental resulta de mineralização local do biofilme por íons da saliva e do fluido gengival; isso não significa migração de cálcio do biofilme para a parede arterial. A ligação periodontite-aterosclerose se dá por inflamação sistêmica e possível agressão endotelial, não por deposição direta de cálcio oriundo do biofilme.
B
Errada
Está errada porque redução da flora bacteriana intestinal não é o mecanismo central reconhecido para explicar a associação entre periodontite e cardiopatia aterosclerótica. A questão pede o eixo fisiopatológico periodontal-cardiovascular, que envolve inflamação sistêmica de baixo grau, elevação de marcadores inflamatórios e possível disseminação hematogênica de bactérias periodontopatogênicas.
C
Errada
Está errada porque, embora a inflamação possa se relacionar a alterações hemostáticas, a formulação 'ação antifibrinolítica das citocinas periodontais' não traduz o mecanismo principal nem a descrição fisiopatológica clássica cobrada. O nexo decisivo reconhecido é aumento de inflamação sistêmica e possível interação bacteriana com o endotélio, e não uma explicação centrada em antifibrinólise como mecanismo nuclear da associação.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a periodontite, como infecção/inflamação crônica do periodonto, pode aumentar marcadores inflamatórios sistêmicos, como a proteína C-reativa, e favorecer bacteremias transitórias. Esses eventos permitem interação de microrganismos periodontopatogênicos ou seus produtos com o endotélio vascular, o que é compatível com maior risco aterotrombótico.
E
Errada
Está errada porque bloqueio da vasoconstrição coronariana não explica aumento de risco aterosclerótico por periodontite. Além de não ser o mecanismo reconhecido, a alternativa descreve um efeito vascular incompatível com o sentido deletério da associação cobrada. O vínculo correto envolve disfunção endotelial e inflamação, não proteção hemodinâmica coronariana.
Pegadinha da questão
A banca explora principalmente duas confusões: trocar o mecanismo real de inflamação sistêmica e possível agressão endotelial por uma falsa ideia de depósito direto de cálcio do biofilme nas artérias, e escolher uma alternativa com linguagem inflamatória mais sofisticada, mas fisiopatologicamente imprecisa, em vez do mecanismo clássico da associação periodontite-aterosclerose.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão ligar periodontite a doença cardiovascular, procure primeiro o eixo infecção crônica + inflamação sistêmica + disfunção endotelial.
  • Se a alternativa falar em proteína C-reativa, mediadores inflamatórios circulantes ou bacteremia com repercussão endotelial, ela está alinhada ao mecanismo reconhecido.
  • Desconfie de opções que troquem inflamação sistêmica por mecanismos locais ou mecânicos, como depósito de cálcio do biofilme, alteração da flora intestinal ou efeito coronariano protetor.

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