Constituem fatores de risco para o quadro apresentado pela ...

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Q2405521 Medicina
Considere o caso clínico a seguir para responder à questão.


Paciente de 37 anos, tabagista, com história de salpingectomia esquerda devido à gestação ectópica rota há 2 anos, sem filhos, portadora de Síndrome dos Ovários Policísticos, realizou indução de ovulação com FSH recombinante e inseminação intrauterina com sucesso gestacional. Ao realizar a primeira ecografia com 6 semanas de gestação, foi constatado que a cavidade uterina apresentava endométrio com cerca de 6 mm de espessura, associado à reação de Árias-Stella, sem achados sugestivos de gestação tópica, e presença de saco gestacional com 2,4 cm, inserido em região ampular de trompa direita, com embrião visualizado e sem atividade cardíaca visível. Presença de discreta quantidade de líquido livre em fundo de saco posterior, sem níveis ou debris. Dosagem de beta-hCG na ocasião = 16.500 mUI/ml. Assintomática.
Constituem fatores de risco para o quadro apresentado pela paciente, exceto:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda fatores de risco para gravidez ectópica, exigindo do candidato o reconhecimento dos elementos clínicos e epidemiológicos envolvidos na doença.

Justificativa da alternativa correta (A – Síndrome dos Ovários Policísticos):

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) não é reconhecida, segundo evidências atuais e o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, como fator de risco direto para gravidez ectópica. Apesar de a SOP aumentar o risco de infertilidade e hiperplasia endometrial, não há associação documentada com maior incidência de gravidez ectópica.

De acordo com o manual (p. 213): “A história de gravidez ectópica prévia, cirurgia tubária, infertilidade, endometriose, uso de DIU, anticoncepção de emergência, tabagismo e idade acima de 35 anos são fatores de risco estabelecidos para gravidez ectópica.” A SOP não é citada nessa lista, reforçando que a alternativa “A” está correta ao ser a exceção.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Idade acima de 35 anos e tabagismo: Ambos são fatores de risco clássicos. O tabagismo prejudica o transporte tubário do óvulo, e idade materna avançada está associada a maior risco de alterações tubárias.
  • C) Gestação ectópica prévia: É o mais importante fator de risco individual para recorrência.
  • D) Tratamento de reprodução assistida: Procedimentos como a fertilização in vitro aumentam o risco devido à manipulação embrionária e possível migração do embrião para a tuba.

Dica de estratégia: Atenção quando a questão pede “exceto” ou “não corresponde”. Mantenha foco na literalidade das diretrizes e cuidado com associações não reconhecidas cientificamente.

Resumo: Segundo os protocolos oficiais e literatura médica (Manual de Gestação de Alto Risco – MS, UpToDate), SOP não é fator de risco direto para gravidez ectópica.

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Salpingectomia é o nome dado ao procedimento para a remoção das tubas uterinas ou trompas de Falópio

Síndrome do ovário policístico Na menstruação: ausência de menstruação, menstruação anormal,

menstruação curta e leve, menstruação infrequente, menstruação intensa, menstruação irregular ou sangramento

A questão apresentada trata do reconhecimento de fatores de risco para a gestação ectópica, que é quando o embrião se implanta e começa a se desenvolver fora da cavidade uterina, geralmente nas trompas de falópio. A alternativa A (Síndrome dos Ovários Policísticos) é apontada como a resposta correta porque a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) não é tradicionalmente considerada um fator de risco direto para gestação ectópica. SOP é um distúrbio endócrino comum que pode causar irregularidades menstruais, anovulação e problemas de fertilidade, mas não está diretamente associado ao risco aumentado de implantação ectópica do embrião. As outras alternativas listam fatores de risco conhecidos para gestação ectópica: idade acima de 35 anos e tabagismo (alternativa B), gestação ectópica prévia (alternativa C) e tratamento de reprodução assistida (alternativa D). Mulheres acima de 35 anos e tabagistas têm maior risco devido a possíveis danos nas trompas de falópio e alterações na motilidade tubária. Uma história prévia de gestação ectópica aumenta significativamente o risco de recorrência. Finalmente, os tratamentos de reprodução assistida estão associados a um risco aumentado de gestação ectópica devido a múltiplos fatores, incluindo manipulações envolvendo os ovários e trompas, e a possibilidade de múltiplos embriões serem transferidos.

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