O apêndice cecal apresenta-se com localização bastante variá...
Gabarito comentado
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Tema central: Apendicite aguda e particularidades do apêndice cecal, incluindo variações anatômicas, achados de imagem e tumores apendiculares. Apendicite é uma das causas mais comuns de abdome agudo; o diagnóstico e as complicações dependem de clínica e imagem.
Gabarito (INCORRETA): B – O adenocarcinoma não é o tumor mais comum do apêndice. O tumor mais frequente é o tumor neuroendócrino (carcinoide), especialmente em ponta do apêndice, geralmente pequeno e de bom prognóstico. Adenocarcinoma e neoplasias mucinosas são menos comuns. Essa é a “pegadinha” clássica em provas.
Análise das alternativas
A) Correta. Mucocele é a dilatação do apêndice por acúmulo de muco, podendo envolver parte ou todo o órgão. Etiologias: obstrução luminal, neoplasias mucinosas (ex.: cistadenoma/cistadenocarcinoma). Achados de imagem incluem estrutura cística tubular no ceco; cuidado com risco de pseudomixoma peritoneal se ruptura.
C) Correta. Na US da apendicite aguda, são típicos: apêndice não compressível, diâmetro ≥6 mm, apendicolito (foco ecogênico com sombra acústica) e gordura periappendicular hiperecogênica (sinal de inflamação). Pode haver hiperemia ao Doppler. Esses achados aumentam muito a acurácia do diagnóstico.
D) Correta. Abscesso é complicação de apendicite perfurada. Conduta frequentemente preferida: antibioticoterapia + drenagem percutânea guiada por imagem, com apendicectomia intervalar em casos selecionados. A abordagem imediata cirúrgica pode ser reservada a instabilidade, peritonite difusa ou falha do tratamento conservador.
E) Correta. Ressonância magnética é útil no diagnóstico de apendicite, especialmente quando se deseja evitar radiação (ex.: gestantes, jovens) e quando a US é inconclusiva. A TC é o método mais acurado na população geral, mas a RM oferece alta sensibilidade e especificidade sem radiação.
Estratégia de prova: Atenção ao comando “INCORRETA”. Em tumores do apêndice, lembre: mais comum = neuroendócrino (carcinoide); “adenocarcinoma” costuma ser a armadilha. Em imagem, fixe a tríade da US (não compressível, apendicolito, gordura hiperecogênica).
Contexto clínico rápido: Apendicite resulta de obstrução luminal (apendicolito, hiperplasia linfoide), levando a distensão, isquemia e infecção. Diagnóstico integra clínica (dor em FID, náuseas, febre, leucocitose) e imagem (US/TC/RM). Complicações: abscesso, perfuração, peritonite.
Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – “Epidemiology and pathology of appendiceal neoplasms”; Diretrizes WSES para apendicite aguda; ACR Appropriateness Criteria – Dor em FID; WHO Classification of Tumours – Digestive System (tumores apendiculares).
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