Na forma digestiva da Doença de Chagas há evidências de aco...
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
Gabarito comentado
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Tema central da questão: É a prevalência da forma digestiva da Doença de Chagas, especialmente seu acometimento levando a megacólon e/ou megaesôfago.
A Doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, apresenta formas clínicas distintas na fase crônica: indeterminada, cardíaca, digestiva e mista. A digestiva ocorre devido à destruição dos plexos nervosos intramurais do tubo digestivo, comprometendo principalmente esôfago e cólon, o que pode resultar em megaesôfago e megacólon.
Prevalência e distribuição: Segundo o II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas (2015), aproximadamente 10% dos indivíduos infectados desenvolvem a forma digestiva, especialmente nas regiões centrais do Brasil. Isso tem relevância epidemiológica: saber identificar essa porcentagem é fundamental em concursos.
Justificativa da alternativa correta (B - 10%): Segundo o Consenso: "A forma digestiva da doença de Chagas manifesta-se, do ponto de vista prático, pelo acometimento do esôfago e do intestino grosso, [...] incidência em torno de 10% dos infectados". Portanto, B) 10% é a resposta correta, evidenciando domínio de dados epidemiológicos e conhecimento da literatura nacional.
Análise das alternativas incorretas:
- A) 5%: Subestima a prevalência. Menos frequente nas referências epidemiológicas brasileiras.
- C) 25%: Exagera a prevalência, acima do esperado nos consensos e maiores estudos nacionais.
- D) 50%: Errado, valor muito acima da realidade clínica, confundindo talvez com prevalências regionais ou somando manifestações cardíacas e digestivas.
- E) 75%: Muito superior à incidência comprovada. É um valor incompatível com dados epidemiológicos e protocolos oficiais.
Dica de prova: Palavras como "aproximadamente", "cerca de" e "em torno de" geralmente apontam para dados epidemiológicos e exigem atenção aos números das diretrizes oficiais. Além disso, em doenças infecciosas, os valores extremos (muito baixos ou altos) são geralmente pegadinhas, devendo sempre confrontar com protocolos como o do Ministério da Saúde e consensos de sociedades científicas.
Referências: II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas (2015), além de obras como Harrison's Principles of Internal Medicine e UpToDate, reforçam a prevalência de 10% para a forma digestiva.
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