Sobre a sinovite vilonodular pigmentada, é correto afirmar que:
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Tema central: Sinovite vilonodular pigmentada (SVP), atualmente denominada tumor de células gigantes tenossinovial (TCGTS) pela OMS, é uma proliferação sinovial benigna caracterizada por deposição de hemossiderina, resultado de micro-hemorragias crônicas. Clinicamente cursa com monoartrite crônica (dor, aumento de volume, derrame recorrente) e limitação de movimento, mais comum em adultos jovens.
Alternativa correta (D): Na ressonância magnética, a hemossiderina tem efeito paramagnético, produzindo baixo sinal em T1 e T2 e o clássico “blooming” nas sequências com gradiente-eco. Esse padrão é altamente sugestivo de SVP/TCGTS. Referências: UpToDate; WHO Classification of Soft Tissue and Bone Tumours (5ª ed.).
Como interpretar rapidamente: Lembre-se do par “hemossiderina → baixo T1/T2”. Se a alternativa mencionar calcificações ou acometimento exclusivo do joelho, desconfie de pegadinha. Para diferenciar de condromatose sinovial, pense em corpos livres calcificados (radiopacos) na condromatose versus hemossiderina na SVP.
Análise das incorretas:
A) “É muito mais comum que a condromatose sinovial.” Falsa. Ambas são raras. A SVP tem incidência estimada em ~1–2/milhão/ano; não há evidência de ser “muito mais comum” que a condromatose. Em séries clínicas, a frequência é semelhante ou variável conforme o centro. (Campbell’s Operative Orthopaedics; UpToDate).
B) “Ocorre apenas no joelho.” Falsa. Embora o joelho seja o sítio mais afetado, a SVP pode acometer quadril, tornozelo, ombro, cotovelo e bainhas tendíneas de mãos e pés (forma localizada).
C) “Frequentemente calcifica.” Falsa. Calcificações são incomuns na SVP. Condromatose sinovial é que cursa com corpos cartilaginosos que calcificam, gerando imagens radiopacas em “anéis e arcos”.
E) “Não determina edema.” Falsa. A SVP pode cursar com derrame articular, edema de medula óssea e infiltração/edema de partes moles, além de erosões ósseas em formas difusas. (Radiopaedia; UpToDate).
Diagnóstico e manejo (resumo útil para prova): RNM com baixo T1/T2 e blooming é o exame-chave; pode haver líquido hemático na artrocentese. O tratamento padrão é sinovectomia (artroscópica ou aberta), com radioterapia adjuvante em casos difusos recorrentes. Em doença irressecável, há opção de inibidores de CSF1R (pexidartinibe). Diretrizes e revisões: UpToDate; AAOS OrthoInfo; WHO 2020.
Dica de prova: Se surgir “baixo sinal em T1 e T2 pela hemossiderina”, marque SVP/TCGTS. Se ler “calcificação/corpos livres”, pense em condromatose.
Gabarito: D
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