Com relação ao tratamento do câncer de colo uterino, de acor...
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Tema central: tratamento do câncer de colo do útero baseado no estadiamento (FIGO) e nos achados patológicos de risco. O manejo combina cirurgia nos estádios iniciais e quimiorradioterapia (radioterapia externa + braquiterapia com cisplatina radiossensibilizante) nos estádios localmente avançados.
Gabarito: D
Justificativa da correta (D): A presença de linfonodos positivos, margens comprometidas e/ou invasão parametrial após cirurgia configura alto risco (critérios de Peters). Nessa situação, está indicada quimiorradioterapia adjuvante para reduzir recorrência pélvica e melhorar sobrevida. Embora o estádio IV raramente seja operado, se houver cenário pós-operatório com esses achados, a conduta adjuvante é indicada. Referências: NCCN 2024; ESGO/ESTRO/ESP 2023; INCA/Ministério da Saúde; UpToDate.
Análise das incorretas:
A) Estádio IB1 (FIGO 2018: tumor < 2 cm) tem como tratamento de escolha a cirurgia (histerectomia radical com linfadenectomia/estadiamento linfonodal; ou traquelectomia radical em desejo reprodutivo). Quimiorradioterapia é alternativa quando há contraindicação cirúrgica ou em centros sem acesso cirúrgico adequado, não sendo a “primeira opção”. Diretrizes: NCCN/ESGO.
B) Estádio IIA2 (sem comprometimento parametrial, tumor ≥4 cm) não é indicação de traquelectomia radical. A preservação de fertilidade é, em geral, restrita a tumores ≤2 cm (IA2–IB1 selecionados) com linfonodos negativos. Para IIA2, a conduta padrão é quimiorradioterapia concomitante. Portanto, a frase é conceitualmente incorreta (tamanho e estádio inadequados).
C) Estádio III é classicamente manejado com quimiorradioterapia definitiva (não cirurgia). Se, excepcionalmente, houver abordagem cirúrgica prévia e forem identificados alto risco (linfonodo positivo, margem comprometida, parametrial), há indicação de adjuvância com quimiorradioterapia. A alternativa afirma o oposto, portanto está errada.
Estrategia de prova: identifique palavras-chave como “primeira opção” (pista de pegadinha) e relacione estádio ao padrão terapêutico: - Iniciais (IA–IB1/IB2): cirurgia; adjuvância conforme risco (Sedlis e Peters). - Localmente avançados (IB3–IVA): quimiorradioterapia definitiva. - Alto risco pós-op: sempre considerar quimiorradioterapia.
Referências rápidas: FIGO 2018/2021; NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Cervical Cancer (2024); ESGO/ESTRO/ESP Guidelines (2023); Protocolo INCA/MS; UpToDate (Management of invasive cervical cancer).
Mensagem final: foque nos critérios patológicos de risco para decidir adjuvância e evite a armadilha de generalizar radioterapia como “primeira linha” em estádios cirúrgicos iniciais.
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Comentários
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Estágio I: O tumor invadiu o colo do útero, mas não se espalhou para outros órgãos.
Estágio IA: É a forma mais inicial do estágio I, caracterizada por uma quantidade muito pequena de células cancerosas que só podem ser vistas ao microscópio;
Estágio IA1: A área invadida pelo câncer tem 3mm de profundidade e até 7 mm de largura;
Estágio IA2: A área invadida pelo câncer tem entre 3mm e 5mm de profundidade e até 7mm de largura;
Estágio IB: Neste estágio geralmente o câncer pode ser visto sem a ajuda de um microscópio. Ele inclui também o câncer que já avançou mais de 5mm no tecido conectivo do colo do útero ou tem mais de 7mm de largura, mas só pode ser visto ao microscópio;
Estágio IB1: O câncer é visível, mas não tem mais de 4cm;
Estágio IB2: O câncer é visível e tem mais de 4cm.
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