“Durante muito tempo, os exames pré-operatórios foram solic...
(CRISPI, C.P; et al. TRATADO DE ENDOSCOPIA GINECOLÓGICA, terceira edição, Ed. Revinter, p.101)
A seguir, são feitas correlações entre determinados exames e suas indicações para pacientes assintomáticas que irão se submeter a procedimentos de endoscopia ginecológica. Sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta uma correlação incorreta.
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Tema central: Esta questão aborda a indicação criteriosa de exames pré-operatórios em pacientes assintomáticas que serão submetidas à endoscopia ginecológica. A ideia principal é evitar solicitações desnecessárias, baseando-se em protocolos clínicos atualizados que recomendam a individualização da avaliação.
Justificativa da alternativa correta (B – INCORRETA):
A radiografia de tórax não é indicada rotineiramente no pré-operatório de pacientes assintomáticas, mesmo que sejam tabagistas ou tenham mais de 60 anos. Segundo a II Diretriz de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia (seção 2.3.2): “Não há indicação da realização rotineira de RX de tórax em pacientes assintomáticos como parte da avaliação pré-operatória.” Esse exame só deve ser feito na presença de sintomas ou sinais clínicos sugestivos de doença torácica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Solicitar hemoglobina ou hematócrito para pacientes que menstruam, com idade acima de 60 anos ou submetidas a cirurgias com risco de grande sangramento é correto e alinhado à boa prática, pois identifica riscos relacionados à anemia.
C) O coagulograma deve ser solicitado apenas quando há previsão de anestesia com bloqueio regional ou histórico de distúrbios de coagulação. Solicitar esse exame de rotina não traz benefício documentado.
D) Avaliar uréia, creatinina, glicose, sódio e potássio é adequado em pacientes com mais de 60 anos ou com comorbidades que possam alterar a função renal/metabólica. Esta conduta está em linha com protocolos e evita exames desnecessários para pacientes de baixo risco.
Pontos-chave e pegadinhas:
Muitos concursos exploram a falsa ideia de que idade avançada ou tabagismo assintomático justificam exames de rotina; mas, segundo evidência (UpToDate; Diretrizes brasileiras SBC), o mais importante é a presença de clínica sugestiva. Sempre atente para termos como “rotineira”, “todos os pacientes” ou “exame obrigatório”. Na dúvida, recorra aos protocolos oficiais!
Resumo: A alternativa B é incorreta porque RX de tórax não deve ser solicitado apenas por idade ou tabagismo, e sim por suspeita clínica específica.
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