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Q3128089 Medicina
Entre as variações anatômicas que vemos frequentemente na prática diária, está a origem aberrante da artéria subclávia direita. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA. 
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Tema central: Variação anatômica da artéria subclávia direita aberrante (ARSA), também chamada de artéria lusória. É a ramificação final do arco aórtico, originando-se diretamente da aorta (geralmente distal à artéria subclávia esquerda) e cruzando o mediastino em direção ao membro superior direito.

Alternativa INCORRETA (C): “Seu trajeto cursa entre a traqueia e o esôfago.” — Incorreta como afirmação geral. Na maioria dos casos, a ARSA passa posterior ao esôfago (~80%). Em menor proporção, passa entre esôfago e traqueia (~15%) ou anterior à traqueia (~5%). Portanto, a frase categoriza um trajeto não predominante como regra. Referências: Gray’s Anatomy; Moore–Anatomia Orientada para a Clínica; UpToDate; Radiopaedia.

Análise das demais alternativas:

A) Verdadeira. A dilatação no ponto de origem pode formar o divertículo de Kommerell, um remanescente do arco dorsal direito, frequentemente associado à ARSA e com potencial para aneurisma e compressões. (Radiopaedia; UpToDate)

B) Verdadeira. Pode causar disfagia por compressão extrínseca do esôfago, chamada disfagia lusória. Sintomas variam de assintomáticos a disfagia, tosse, sibilância ou estridor, conforme o trajeto e calibre.

D) Verdadeira. A ARSA tem origem diretamente do arco aórtico, geralmente como última ramificação, com ausência do tronco braquiocefálico direito clássico.

E) Verdadeira. Seu trajeto é oblíquo da esquerda para a direita, cruzando o mediastino a partir da aorta (à esquerda) rumo ao membro superior direito, tipicamente posterior ao esôfago.

Aspectos clínicos e diagnóstico: Suspeitar em disfagia atípica, especialmente em adultos sem lesão intraluminal. Esofagograma baritado pode mostrar impressão posterior; angio-TC ou angio-RM confirmam anatomia, trajeto e presença de divertículo de Kommerell. (UpToDate; Harrison’s)

Tratamento (resumo): Assintomáticos geralmente observação. Sintomáticos ou com divertículo/aneurisma: abordagem cirúrgica ou híbrida/endovascular com revascularização da subclávia e exclusão do divertículo quando indicado. Decisão baseada em sintomas, diâmetro e risco de complicações. (Sociedade de Cirurgia Vascular; UpToDate)

Dica de prova: A “pegadinha” é o trajeto: memorize que o mais comum é posterior ao esôfago. E lembre que pode causar disfagia lusória e associar-se ao divertículo de Kommerell.

Gabarito: C.

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