De acordo com as diretrizes atuais do Conselho Federal de M...
Sobre a prática de cirurgias com internação de curta permanência, analise as alternativas abaixo e assinale a assertiva incorreta.
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Tema central: Cirurgias com internação de curta permanência seguem regras específicas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), determinando fluxos de decisão, responsabilidades profissionais e perfil do paciente apto ao procedimento.
Justificativa para a alternativa incorreta (gabarito: D):
A alternativa D está incorreta porque, conforme a Resolução CFM nº 1.886/2008, o anestesiologista é responsável apenas pela liberação do paciente da sala de cirurgia e da sala de recuperação anestésica. A alta do serviço (saída definitiva da unidade), no entanto, precisa ser dada por um dos membros da equipe médica responsável pelo procedimento — em geral, o cirurgião — independentemente de autorização escrita. Portanto, mesmo com autorização expressa do cirurgião, o anestesista não pode ser o responsável pela alta do serviço. Veja o trecho normativo:
“Após a realização da cirurgia/procedimento, o médico anestesiologista é o responsável pela liberação do paciente da sala de cirurgia e da sala de recuperação pós-anestésica. A alta do serviço será dada por um dos membros da equipe médica responsável.” (Resolução CFM nº 1.886/2008)
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. Procedimentos que exigem controle de dor intenso com narcóticos de longa duração não são indicados para curta permanência, pois demandam monitorização prolongada, conforme recomendações do CFM.
B) Correta. O pernoite pode ocorrer, contanto que a permanência não ultrapasse 24 horas, respeitando a segurança e o fluxo do serviço, conforme previsto em resolução.
C) Correta. Pacientes ASA I (saudáveis) e ASA II (doenças sistêmicas compensadas) são considerados aptos para estes procedimentos, promovendo segurança.
Pontos de atenção na leitura: O termo “alta do serviço” é central e não pode ser confundido com a saída da sala cirúrgica ou da recuperação anestésica. Questões de banca costumam explorar essa diferença — cuidado para distinguir “liberação da sala” (anestesiologista) de “alta do serviço” (cirurgião ou equipe).
Protocolos e evidências: Toda conduta deve estar alinhada à Resolução CFM nº 1.886/2008, às recomendações do Ministério da Saúde e à literatura nacional (por exemplo, “Rotinas em Cirurgia” – Souza e cols.).
Resumo para provas: Lembre-se: alta do serviço é atribuição da equipe responsável pelo procedimento, nunca do anestesiologista, mesmo com autorização.
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