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Q4322262 Serviço Social
Em um Centro de Especialidades do SUS, uma enfermeira negra, responsável pelo acolhimento e classificação de risco, passa a ser alvo recorrente de situações de deslegitimação institucional de sua autoridade técnica. Alguns usuários afirmaram que “preferem ser atendidos por alguém mais experiente”, recusam orientações iniciais apenas após sua triagem e solicitam repetição do atendimento com outro profissional. Em reuniões internas, alguns membros da equipe atribuem as reclamações à “falta de firmeza” da trabalhadora, enquanto outros naturalizam tais condutas como “preferência dos pacientes”.
Os episódios se intensificam com falas explícitas de cunho racista, como questionamentos sobre sua “capacidade técnica apesar da cor” e insinuações de que sua presença na função seria resultado apenas de “cotas e não de mérito”. A gestão, por sua vez, trata o caso como problema de “comunicação interpessoal” e pede para a/o Assistente Social dialogar com a profissional a respeito da “necessidade de melhor postura profissional”.
Utilizando o Projeto Ético-Político do Serviço Social e as normativas brasileiras de enfrentamento ao racismo, essa situação deve ser compreendida como:
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Expressão do racismo institucional e estrutural, articulado às relações de poder no trabalho em saúde, que se manifesta na deslegitimação da autoridade técnica de profissionais negros e na reprodução de estereótipos raciais, exigindo enfrentamento conforme os princípios da equidade do SUS e das normativas antirracistas brasileiras.

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