Em um Centro de Especialidades do SUS, uma enfermeira negra,...
Os episódios se intensificam com falas explícitas de cunho racista, como questionamentos sobre sua “capacidade técnica apesar da cor” e insinuações de que sua presença na função seria resultado apenas de “cotas e não de mérito”. A gestão, por sua vez, trata o caso como problema de “comunicação interpessoal” e pede para a/o Assistente Social dialogar com a profissional a respeito da “necessidade de melhor postura profissional”.
Utilizando o Projeto Ético-Político do Serviço Social e as normativas brasileiras de enfrentamento ao racismo, essa situação deve ser compreendida como:
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Expressão do racismo institucional e estrutural, articulado às relações de poder no trabalho em saúde, que se manifesta na deslegitimação da autoridade técnica de profissionais negros e na reprodução de estereótipos raciais, exigindo enfrentamento conforme os princípios da equidade do SUS e das normativas antirracistas brasileiras.
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