Analise as assertivas abaixo sobre a oximetria cerebral: I....

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Q1732591 Medicina
Analise as assertivas abaixo sobre a oximetria cerebral:
I. Utiliza a medida transcutânea não invasiva da oxigenação sanguínea cerebral local. II. Uma redução de 20% do valor basal indica hipóxia significativa. III. Baseia-se no fluxo sanguíneo pulsátil.
Quais estão corretas?
Alternativas

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Tema central da questão: O valor da oximetria cerebral no monitoramento da oxigenação do tecido cerebral, conceito essencial para o médico anestesiologista em procedimentos de risco neurológico.

Justificativa da alternativa correta (D – Apenas I e II):

Assertiva I – Correta: A oximetria cerebral, baseada na espectroscopia de infravermelho próximo (NIRS), é não invasiva e faz a leitura transcutânea da oxigenação sanguínea cerebral local. Os sensores posicionados no couro cabeludo detectam a absorção da luz pelos cromóforos (principalmente hemoglobina), refletindo a oferta de oxigênio naquela região do cérebro.

Assertiva II – Correta: Reduções de 20% em relação ao valor basal da oximetria cerebral representam hipóxia significativa e merecem intervenção imediata, pois podem se associar a desfechos neurológicos adversos, especialmente em cirurgias cardíacas, vasculares ou neurológicas. Isso está corroborado por revisões sistemáticas e protocolos institucionais (ex.: UpToDate).

Assertiva III – Incorreta: Ao contrário da oximetria de pulso, que depende do fluxo sanguíneo pulsátil para aferir saturação arterial, a oximetria cerebral (NIRS) não depende do pulso. Ela calcula a oxigenação global (predominantemente venosa) do tecido cerebral, baseando-se na absorção da luz pelos tecidos, englobando sangue arterial, venoso e capilar. A menção ao “fluxo pulsátil” pode confundir e destaca uma pegadinha frequente.

Análise didática das alternativas:

Apenas I: Parcial, pois desconsidera a importância do critério de redução relativa.
Apenas II: Incompleta, pois pressupõe método sem explicar a técnica.
Apenas III: Erro conceitual grave, pois a base fisiológica não é o fluxo pulsátil.
I, II e III: Incorreta ao incluir uma premissa equivocada.

Estratégia de leitura:
Ao interpretar questões de monitorização, atente-se aos métodos empregados (invasivo/não invasivo), marcadores de gravidade (ex.: queda porcentual) e mecanismos fisiológicos (fluxo pulsátil vs. contínuo). Muitos erram ao confundir as bases da oximetria de pulso e cerebral, ponto-chave em questões de prova.

Referências: UpToDate – “Cerebral oximetry: Clinical utility”, Miller’s Anesthesia (Cap. 40), e consenso em literatura especializada.

Resumo: As alternativas I e II são as únicas corretas. Fique atento a pegadinhas conceituais!

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A oximetria cerebral é uma técnica não invasiva que utiliza a medida transcutânea da oxigenação sanguínea cerebral local para avaliar a saturação de oxigênio no sangue arterial e detectar potenciais problemas de oxigenação no cérebro. A assertiva I está correta ao afirmar que a oximetria cerebral utiliza a medida transcutânea não invasiva da oxigenação sanguínea cerebral local. Já a assertiva II também está correta, pois uma redução de 20% do valor basal indica hipóxia significativa, ou seja, uma diminuição significativa da quantidade de oxigênio no cérebro. Portanto, a resposta correta é a alternativa D, apenas I e II estão corretas. A assertiva III está incorreta, pois a oximetria cerebral baseia-se na absorção da luz pelos cromóforos presentes nos vasos sanguíneos cerebrais, e não no fluxo sanguíneo pulsátil.

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