Paciente de 32 anos realizou apendicectomia videolaparoscópi...
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Tema central da questão: O quadro descrito caracteriza edema pulmonar por pressão negativa (EPPN) após laringoespasmo pós-extubação, complicação relativamente rara, porém reconhecida em anestesia.
Fisiopatologia: O laringoespasmo, obstruindo a via aérea superior, leva o paciente a tentar inspirar contra uma via aérea bloqueada, gerando pressão intratorácica negativa. Isso favorece a passagem de líquido dos capilares pulmonares para o interstício e alvéolos, causando edema agudo dos pulmões. O quadro se manifesta, classicamente, por dispneia, secreção rósea aerada e infiltrado pulmonar bilateral, como relatado.
Justificativa da alternativa correta (A): Segundo a literatura (ex: Miller’s Anesthesia, 9ª ed.), o tratamento do EPPN é de suporte. A conduta prioritária é:
- Oxigênio suplementar: para corrigir a hipoxemia.
- Ventilação com pressão positiva, se necessário: ajuda na reexpansão alveolar e redução do edema. Muitos casos resolvem apenas com oxigenação; outros necessitam CPAP ou VNI.
Conforme revisão do UpToDate: “O manejo inicial consiste em oxigênio suplementar e, caso haja insuficiência respiratória, ventilação com pressão positiva não invasiva. Intervenção invasiva (intubação) raramente é necessária.”
Análise das alternativas incorretas:
- B) Oxigênio e diurético de alça: Diuréticos não têm indicação, pois o mecanismo não é sobrecarga hídrica, mas capilaridade alterada.
- C) Reintubação e ventilação com pressão positiva: A reintubação só é indicada se houver insuficiência respiratória grave. A maioria dos casos responde a medidas conservadoras.
- D) Oxigênio e broncodilatador: Broncodilatadores não atuam no EPPN; o problema é mecânico, não broncoespástico.
- E) Corticoide e diurético: Nenhum apresenta benefício comprovado nesse contexto (Miller’s Anesthesia, capítulo de complicações pulmonares).
Estrategicamente: Atenção em provas para termos como “EPPN”, “secreção rósea”, “após laringoespasmo”. Reconheça que diuréticos e corticoides não são necessários no quadro típico, evitando confundí-los com edema cardiogênico.
Resumo final: Na suspeita de EPPN, o manejo é suporte ventilatório com oxigênio e, se preciso, pressão positiva. Alternativas invasivas ou medicamentosas sem base fisiopatológica devem ser evitadas.
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