Sobre a hérnia de hiato, considere a alternativa incorreta:
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Tema central: Hérnia de hiato é a protrusão de estruturas gástricas através do hiato esofágico do diafragma. Há dois grupos principais: tipo I (deslizante) – a junção gastroesofágica (JGE) migra para o tórax, sendo a mais comum (≈90–95%); e paraesofágica (tipos II–IV) – a JGE permanece abaixo do diafragma e o fundo/corpo gástrico hernia ao lado do esôfago. Associam-se a DRGE, especialmente as deslizantes.
Alternativa incorreta (C) – Gabarito: Diz que a hérnia paraesofágica é a mais comum e descreve JGE e parte do estômago acima do diafragma. Isso descreve, na verdade, a hérnia deslizante (tipo I), que é a mais frequente. Nas paraesofágicas, a JGE não sobe; o que hernia é o fundo gástrico ao lado do esôfago. Portanto, há erro de classificação e de prevalência. Referências: Sabiston Textbook of Surgery; UpToDate; Diretriz SAGES para hérnia hiatal.
Análise das demais alternativas:
A) Correta. Definição adequada e relação com DRGE. Muitas são assintomáticas; quando há DRGE, decorre de redução da competência antirrefluxo (ângulo de His, esfíncter inferior) e perda do “pinch” diafragmático. (ACG/UpToDate)
B) Correta. A etiologia é multifatorial: afrouxamento da membrana frenoesofágica, envelhecimento, aumento de pressão intra-abdominal (obesidade, tosse, constipação), e alterações do hiato. (Sabiston; UpToDate)
D) Correta. Muitos com DRGE têm hérnia hiatal, mas < 50% dos portadores de hérnia têm DRGE, isto é, a presença de hérnia não implica necessariamente refluxo sintomático. (ACG GERD Guideline 2022; UpToDate)
E) Correta. Hérnias grandes podem aparecer incidentalmente na radiografia de tórax (níveis hidroaéreos/bolha retrocardíaca). As menores são melhor vistas no esofagograma com bário. Endoscopia avalia mucosa (esofagite/Barrett), e pHmetria/manometria são úteis no estudo de DRGE e planejamento cirúrgico. (SAGES; ACG)
Diagnóstico e conduta (resumo para prova): Bário e EDA são exames-chave. Tipo I assintomática: medidas de estilo de vida e IBP se DRGE. Paraesofágica sintomática, complicada (volvo/obstrução/sangramento) ou grande: correção cirúrgica laparoscópica com redução do estômago, cruroplastia e fundoplicatura conforme função esofágica. (SAGES 2024; UpToDate)
Pegadinha de prova: Memorize: “Deslizante = JGE sobe = mais comum” e “Paraesofágica = JGE fica = risco de volvo”. Se a alternativa misturar esses conceitos, provavelmente está errada.
Referências rápidas: Sabiston Textbook of Surgery; UpToDate (Hiatal hernia); SAGES Guidelines for Surgical Treatment of Hiatal Hernia; ACG Clinical Guideline: GERD (2022).
Resposta: C
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