Paciente de 45 anos portador de cardiomiopatia hipertrófica ...
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Tema central: O manejo anestésico em cardiomiopatia hipertrófica (CMH) exige cuidado redobrado para evitar fatores que possam agravar a obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo (TSVE). Isso inclui manutenção da resistência vascular sistêmica (RVS) e controle rigoroso de frequência cardíaca e volume intravascular.
Alternativa correta – Letra A: A hipotensão intraoperatória deve ser tratada com medicamentos alfa-agonistas, como a fenilefrina.
Justificativa: Conforme a Diretriz sobre Diagnóstico e Tratamento da Cardiomiopatia Hipertrófica (2024), seção 4.6: “Os medicamentos usados para controle da CMH […] devem ser mantidos no perioperatório.” Manter a estabilidade hemodinâmica é crucial. A fenilefrina aumenta a RVS sem elevar a contratilidade miocárdica ou a frequência cardíaca, prevenindo exacerbação da obstrução do TSVE. Esse perfil farmacológico a torna a droga de escolha para hipotensão em CMH.
Análise das alternativas incorretas:
B) Manter FC acima de 90 bpm: Errado. Taquicardia prejudica o enchimento diastólico e pode precipitar arritmias ou isquemia. O objetivo é manter a frequência cardíaca normal ou discretamente baixa.
C) Indução com propofol: Inadequado. O propofol pode causar vasodilatação intensa e hipotensão, perfil indesejado na CMH. Priorize agentes que preservem RVS (ex: etomidato, midazolam) em pacientes instáveis.
D) Raquianestesia: Não recomendado. Pode causar rápida queda de RVS e vasodilatação, exacerbando a obstrução. Deve ser evitada na maioria dos casos.
E) Desflurano: Inadequado. Pode provocar taquicardia reflexa e aumento de contratilidade, agravando a doença. Agentes inalatorios mais estáveis, como sevoflurano, são preferíveis.
Estrategia de prova: Observe termos como “deve ser mantida acima” ou “escolha”, que podem indicar argumentos radicais ou absolutistas – comuns em pegadinhas. Em CMH, estabilidade hemodinâmica é a prioridade, reforçando o uso de drogas como a fenilefrina.
Resumo prático: Para o anestesiologista, a atenção ao manejo volêmico, manutenção da RVS e escolha cuidadosa de medicamentos são pilares na anestesia de pacientes com CMH, como salienta a diretriz nacional e principais manuais como Miller’s Anesthesia.
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