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Q3221046 Fisioterapia
Um fisioterapeuta avalia um paciente com lesão medular em nível C6, que apresenta preservação dos extensores do punho, mas ausência de controle motor ativo dos membros inferiores. Considerando a funcionalidade desse paciente, a melhor estratégia para promover independência nas atividades diárias é: 

Alternativas

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A questão aborda a avaliação de um paciente com lesão medular em nível C6, focando na estratégia para promover independência nas atividades diárias. Vamos analisar cada alternativa e entender por que a opção D é a mais adequada.

Tema Central: Lesão medular em nível C6 e funcionalidade. Na lesão medular em C6, os pacientes têm preservação da função dos músculos extensores do punho, mas perdem o controle motor voluntário dos membros inferiores. A compreensão desse conceito é essencial para escolher a estratégia de reabilitação mais eficaz.

Justificativa para a Alternativa Correta (D): Utilizar a tenodese para permitir preensão funcional é a estratégia correta. A tenodese é um mecanismo no qual a extensão do punho é usada para criar uma preensão passiva dos dedos. Isso ocorre porque, ao estender o punho, os tendões flexores dos dedos ficam tensionados, permitindo que o paciente agarre objetos sem o uso ativo dos músculos flexores dos dedos. Essa técnica é crucial para pacientes com lesão em C6, pois aproveita a função preservada dos extensores do punho para aumentar a independência em atividades diárias, como comer e vestir-se.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Iniciar marcha assistida com órteses de longa perna: Esta alternativa não é adequada para lesões em C6, pois o paciente não tem controle ativo dos membros inferiores, tornando a marcha assistida ineficaz e insegura. Além disso, não se considera a função preservada dos membros superiores, que é essencial para o uso de técnicas como a tenodese.

B - Aplicar treino de ortostatismo prolongado: Apesar do treino de ortostatismo ajudar na prevenção de complicações secundárias, como a osteoporose, ele não promove independência funcional. A questão pede a melhor estratégia para promover independência nas atividades diárias, e o ortostatismo por si só não atende a esse objetivo.

C - Priorizar a eletroestimulação funcional: A eletroestimulação pode ser útil em alguns contextos, mas não restaurará o controle voluntário dos músculos dos membros inferiores em uma lesão medular alta como C6. Além disso, não aproveita a funcionalidade preservada dos membros superiores, que é o foco principal para promover independência.

Portanto, a utilização da tenodese (alternativa D) é a estratégia mais eficaz para aproveitar a função dos extensores do punho, promovendo maior independência do paciente nas atividades diárias.

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