Enquanto nas teorias tradicionais da educação o estudante é ...
I- questionar e criticar as formas dominantes de conhecimento, sendo a teoria da desconfiança.
II-considerar o contexto em que estão inseridos a escola e o currículo, lembrando que estão submetidos aos aspectos econômicos e sociais ao qual participam, em que este cenário corresponde aos interesses dos grupos dominantes.
III- abordar conteúdos que estejam interligados à realidade dos educandos, tais como a desigualdade social, com vista à transformação da sociedade.
IV- reconhecer que não é pela cultura que a escola transmite as experiências acumuladas socialmente aos alunos.
Estão corretas as afirmações contidas em:
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Gabarito: C — I, II e III
Tema central: Abordagem crítica da educação — como a escola e o currículo são entendidos não como neutros, mas como espaços sociais que reproduzem ou podem transformar relações de poder.
Resumo teórico progressivo: A pedagogia crítica (Paulo Freire — Pedagogia do Oprimido; Michael Apple; Henry Giroux) rejeita o "modelo bancário" de ensino (memorizar e reproduzir). Propõe o ensino problematizador, a consciência crítica (conscientização) e a análise do papel ideológico da escola na reprodução das estruturas sociais e culturais. O currículo é visto como político e condicionado por interesses econômicos e grupos dominantes, mas também como espaço possível de transformação social.
Justificativa da alternativa correta (C): I — correto: a pedagogia crítica questiona as formas dominantes de saber (leitura crítica da cultura/ideologia). II — correto: considera o contexto socioeconômico e os interesses dos grupos dominantes que condicionam escola e currículo. III — correto: defende trabalhar conteúdos ligados à realidade dos educandos (desigualdade social) visando transformação.
Análise das alternativas incorretas: A (I apenas) — incorreta porque II e III também são características essenciais da abordagem crítica. B (II e IV) — incorreta porque IV é falsa. D (I, II, III e IV) — incorreta por incluir IV.
Por que IV é falsa? A afirmação IV nega que a escola transmita experiências culturais acumuladas; na realidade, a pedagogia crítica reconhece justamente que a escola transmite cultura e exerce papel na reprodução (ou questionamento) dessas experiências — daí a necessidade de leitura crítica do currículo.
Dica para provas: Fique atento a palavras absolutas e negativas ("não é pela cultura") — costumam ser armadilhas. Identifique termos-chave: questionar, contexto, desigualdade, transformação apontam para a pedagogia crítica.
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Comentários
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- I. CORRETA: A Teoria Crítica é frequentemente chamada de "teoria da desconfiança". Ela não aceita o conteúdo como uma "verdade absoluta" e questiona: A quem interessa que eu aprenda isso? Por que esses autores foram escolhidos e outros não?
- II. CORRETA: Este é o ponto sociológico. A escola não é uma ilha; ela está dentro de um sistema econômico (capitalismo). A Teoria Crítica denuncia que, muitas vezes, o currículo é feito para manter os grupos dominantes no poder.
- III. CORRETA: Aqui está o objetivo final: a transformação da sociedade. O conteúdo deve servir para que o aluno entenda a realidade (como a desigualdade social) e se sinta capaz de mudá-la. É a educação como ferramenta de libertação.
- IV. INCORRETA: Esta assertiva é uma "pegadinha" de lógica. A escola transmite, sim, as experiências acumuladas (a cultura, a ciência, a arte). O que a perspectiva crítica defende é que essa transmissão não seja mecânica ou neutra, mas que sirva para dar poder intelectual ao aluno. Dizer que "não é pela cultura" que a escola ensina é pedagogicamente errado.
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