A combinação de fármacos é a estratégia terapêutica prefer...

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Q3571590 Medicina
A combinação de fármacos é a estratégia terapêutica preferencial para a maioria dos hipertensos, independentemente do estágio da hipertensão arterial e do risco cardiovascular associado. Caso a meta pressórica não seja alcançada, ajustes de doses e/ou a combinação tripla de fármacos estarão indicados. Na sequência, mais fármacos deverão ser acrescentados até ser alcançado o controle da pressão arterial. Sobre a combinação de medicamentos no tratamento anti-hipertensivo, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas

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Tema central: estratégia de combinação de anti-hipertensivos para alcançar metas pressóricas, aumentar adesão e reduzir eventos. Diretrizes atuais recomendam início e manutenção com combinações, preferencialmente em comprimido único (SPC). Referências: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão – SBC 2020/2022; ACC/AHA 2017; ISH 2020; UpToDate; Harrison’s.

Alternativa incorreta (B) – Justificativa: “Alfa-agonistas de ação central” (p.ex., clonidina, metildopa) não pioram o metabolismo glicídico ou lipídico; têm perfil metabolicamente neutro e podem até reduzir atividade simpática com discreto benefício na sensibilidade à insulina em alguns estudos. Quem piora resistência à insulina e lipídios são, classicamente, tiazídicos em altas doses e betabloqueadores não seletivos. Assim, atribuir aos alfa-2 agonistas centrais (clonidina/metildopa) piora metabólica é conceitualmente errado. Fontes: SBC 2020/2022; UpToDate; Harrison’s.

Análise das alternativas corretas

A) Verdadeira. Combinação permite menores doses de cada fármaco, reduzindo efeitos adversos, e há antagonismo de efeitos colaterais. Exemplos: IECA/BRAs + tiazídico pode equilibrar potássio; IECA/BRAs + BCC diidropiridínico reduz edema periférico do BCC. Diretrizes recomendam pares sinérgicos.

C) Verdadeira. Na hipertensão resistente (PA acima da meta com 3 drogas, incluindo diurético tiazídico, em doses otimizadas), a espironolactona é o quarto fármaco de escolha. Evidência: estudo PATHWAY-2 (NEJM 2015) mostrou superioridade da espironolactona vs doxazosina/bisoprolol como 4ª linha. Atenção a hipercalemia e função renal.

D) Verdadeira. Combinações em dose fixa (SPC) aumentam adesão e reduzem a inércia terapêutica, com melhores desfechos pressóricos e clínicos. Recomendadas por SBC, ACC/AHA, ISH e programa HEARTS/OMS.

Estratégia de prova

  • Associe “piora metabólica” a tiazidas altas doses e betabloqueadores não seletivos, não a alfa-2 agonistas centrais.
  • Lembre os pares preferenciais: IECA/BRAs + BCC; IECA/BRAs + tiazida; SPC sempre que possível.
  • Para resistente: checar adesão, excluir causas secundárias, otimizar diurético (clortalidona/indapamida) e acrescentar espironolactona.

Conclusão: a alternativa B é a incorreta por atribuir equivocadamente efeitos metabólicos desfavoráveis aos alfa-agonistas de ação central, o que contraria diretrizes e literatura.

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