O meningococo é a principal causa de meningite bacteriana ...

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Q3571582 Medicina
O meningococo é a principal causa de meningite bacteriana no país. No Brasil, a doença meningocócica é endêmica, com ocorrência de surtos esporádicos. Sobre essa doença, assinale a alternativa incorreta.  
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Tema central: Doença meningocócica (Neisseria meningitidis) – importante causa de meningite bacteriana e sepse no Brasil, com curso rápido e alto risco de letalidade, exigindo diagnóstico e tratamento precoces.

Alternativa incorreta: D

Por quê? A dose proposta (Ceftriaxone 1 g/dia por 7 dias) está subdosada para meningite bacteriana. Em adultos, a recomendação é ceftriaxona 2 g IV a cada 12 h (total 4 g/dia), por 7 dias quando confirmado N. meningitidis. Alternativas: cefotaxima 2 g IV a cada 4–6 h ou penicilina G em cepas suscetíveis. Em bacteremia sem meningite, o curso pode ser de 5–7 dias. Baseado em: Ministério da Saúde (Manual de Vigilância/Epidemiologia das Meningites), UpToDate (Treatment of meningococcal infection) e Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Análise das demais alternativas (corretas):

A) “A cultura do LCR apresenta alto grau de especificidade.” Correto. A cultura do LCR é altamente específica (próxima de 100%) para identificar o agente e o sorogrupo. A sensibilidade cai se antibiótico foi iniciado previamente. Gram do LCR pode mostrar diplococos gram-negativos; PCR/antígeno auxiliam quando a cultura é negativa. Referências: MS, UpToDate.

B) “A meningococcemia é a forma mais grave.” Correto. A meningococcemia fulminante cursa com choque séptico, púrpura fulminante, CIVD e síndrome de Waterhouse–Friderichsen, com alta mortalidade. Exige reconhecimento imediato, suporte intensivo e antibiótico venoso precoce. Referências: Harrison’s; MS.

C) “Doença de notificação compulsória; surtos/aglomerados de notificação imediata.” Correto. No Brasil, a notificação é imediata para casos, surtos e óbitos, visando investigação, quimioprofilaxia de contatos e controle. Sistema: SINAN/SVS/MS.

Dicas de prova e raciocínio clínico:

Pegadinha frequente: dose de ceftriaxona. Para meningite, memorize “2 g IV 12/12 h”. O regime de 1 g/dia é insuficiente para atingir níveis adequados no LCR.

Abordagem prática: Suspeita clínica (febre, cefaleia, rigidez de nuca, petéquias/púrpura, choque) → hemoculturas + início imediato de antibiótico IV (ceftriaxona em dose plena) → punção lombar conforme estabilidade. Considerar dexametasona empiricamente; suspender se confirmado meningococo (benefício não comprovado). Quimioprofilaxia de contatos: rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona, idealmente até 24–48 h da exposição. Fonte: MS; UpToDate; OMS.

Referências: Ministério da Saúde – Manuais de Vigilância/Epidemiologia das Meningites; UpToDate (Clinical features, Diagnosis, Treatment of meningococcal infection); Harrison’s Principles of Internal Medicine; OMS/CDC sobre manejo e profilaxia.

Gabarito: D

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Ceftriaxona 2 g de 12 em 12 horas por 7 dias

Fonte: Ministério da Saúde | Guia de Vigilância em Saúde 2024 volume 1

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