Associe os sinais clínicos da taquicardia instável descritos...

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Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: SES - SP Prova: Avança SP - 2026 - SES - SP - Médico I |
Q3833150 Medicina
Associe os sinais clínicos da taquicardia instável descritos pela AHA às suas repercussões fisiopatológicas:

Coluna I – Sinais Clínicos
1. Hipotensão
2. Estado mental alterado.
3. Desconforto torácico
4. Insuficiência cardíaca

Coluna II – Repercussões Fisiopatológicas
( ) Redução do débito cardíaco e da perfusão tecidual.
( ) Hipoperfusão cerebral devido à queda da pressão arterial.
( ) Isquemia miocárdica decorrente de aumento da demanda de oxigênio. 
( ) Congestão pulmonar e baixo débito devido à falha de bomba.

Assinale a sequência correta:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão cobra a associação direta entre sinais de taquicardia instável e suas repercussões fisiopatológicas: hipotensão corresponde à redução do débito cardíaco e da perfusão tecidual; estado mental alterado corresponde à hipoperfusão cerebral; desconforto torácico corresponde à isquemia miocárdica por aumento da demanda de oxigênio; e insuficiência cardíaca corresponde à congestão pulmonar e ao baixo débito por falha de bomba. Essa correlação leva à sequência 1-2-3-4.

Tema central: Taquicardia instável
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Essa sequência troca mecanismos que não são equivalentes. Hipoperfusão cerebral corresponde ao estado mental alterado, não à insuficiência cardíaca. Isquemia miocárdica por aumento da demanda de oxigênio corresponde ao desconforto torácico, não à alteração do estado mental. Insuficiência cardíaca, neste contexto, se liga à falha de bomba com congestão pulmonar e baixo débito.
B
Errada
Incorreta. Aqui há confusão entre o evento hemodinâmico primário e sua repercussão em órgão-alvo. A redução do débito cardíaco e da perfusão tecidual descreve melhor a hipotensão. Já a hipoperfusão cerebral explica o estado mental alterado. Trocar esses pares mistura mecanismo sistêmico com manifestação neurológica secundária.
C
Certa
A alternativa C é a única que preserva a associação clínica correta entre sinal e mecanismo predominante. Hipotensão decorre da redução do enchimento diastólico na taquicardia importante, com queda do volume sistólico, do débito cardíaco e da perfusão tecidual. O estado mental alterado é a expressão orgânica da hipoperfusão cerebral. O desconforto torácico corresponde ao desequilíbrio entre oferta e consumo de oxigênio no miocárdio, com favorecimento de isquemia. A insuficiência cardíaca traduz falha de bomba, com congestão pulmonar e baixo débito.
D
Errada
Incorreta. Desconforto torácico não se associa primariamente a hipoperfusão cerebral; ele aponta para isquemia miocárdica por aumento da demanda de oxigênio e redução do tempo de perfusão coronariana diastólica. Da mesma forma, estado mental alterado não traduz isquemia miocárdica, e sim hipoperfusão cerebral.
E
Errada
Incorreta. A alternativa desloca vários sinais para mecanismos errados. Redução do débito e da perfusão tecidual se relaciona à hipotensão, não ao desconforto torácico. Hipoperfusão cerebral explica alteração do estado mental, não hipotensão. Falha de bomba com congestão pulmonar e baixo débito corresponde à insuficiência cardíaca, não ao estado mental alterado.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre hipotensão e hipoperfusão cerebral: hipotensão é o achado hemodinâmico primário, enquanto a alteração do estado mental é a manifestação cerebral dessa queda de perfusão. Também tenta confundir desconforto torácico com insuficiência cardíaca, embora o primeiro remeta a isquemia miocárdica e o segundo a falha de bomba.
Dica para questões semelhantes
  • Separe achado hemodinâmico de repercussão em órgão-alvo: hipotensão é sistêmica; alteração do estado mental é cerebral.
  • Quando aparecer desconforto torácico em taquicardia instável, pense em desequilíbrio oferta-consumo de oxigênio e isquemia miocárdica.
  • Quando aparecer insuficiência cardíaca nesse contexto, associe a falha de bomba, congestão pulmonar e baixo débito.
  • Se a questão pedir associação fisiopatológica, procure o mecanismo predominante de cada sinal, não a cadeia completa de eventos.

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