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Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: SES - SP Prova: Avança SP - 2026 - SES - SP - Médico I |
Q3833139 Medicina
Durante o atendimento em um hospital de acesso crítico, a equipe identifica múltiplas fraturas pélvicas instáveis e sinais de choque hemorrágico. Apesar da ressuscitação inicial, o paciente permanece instável. De acordo com o ATLS, essa situação exige: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Fraturas pélvicas instáveis com choque hemorrágico persistente após a ressuscitação inicial, em hospital de acesso crítico, indicam hemorragia ainda não controlada; pelo ATLS, a conduta é transferência precoce para centro de trauma com capacidade definitiva de controle da hemorragia.

Tema central: Trauma pélvico instável
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reúne o critério decisivo do caso: fonte potencial de sangramento maciço no anel pélvico, instabilidade hemodinâmica persistente apesar das medidas iniciais e limitação estrutural do serviço. Pelos princípios do ATLS no choque hemorrágico, o paciente precisa chegar rapidamente a um local com capacidade de tratamento definitivo da hemorragia. A transferência precoce não substitui a estabilização inicial possível, mas não deve ser adiada para completar etapas secundárias ou exames conclusivos.
B
Errada
Está errada porque a avaliação terciária não tem prioridade sobre o controle da hemorragia em paciente instável. Persistência do choque após ressuscitação inicial indica sangramento não controlado, e prolongar permanência para concluir avaliação terciária atrasa a conduta salvadora.
C
Errada
Está errada porque cuidados intensivos e controle radiológico não resolvem a causa do choque hemorrágico quando a hemorragia continua ativa. Monitorização em UTI pode ser suporte, mas não substitui hemostasia definitiva nem justifica manter o paciente no serviço sem os recursos necessários.
D
Errada
Está errada porque fratura pélvica instável tem potencial hemorrágico importante, com sangramento retroperitoneal volumoso por lesão venosa, óssea e eventualmente arterial. Em paciente com sinais de choque, observação clínica isolada é tecnicamente inadequada e perigosa.
E
Errada
Está errada porque exigir estabilização completa e exames conclusivos antes do encaminhamento contraria a lógica do trauma hemorrágico. Quando o serviço não dispõe de controle definitivo da hemorragia, a transferência deve ser precoce após as medidas iniciais possíveis, sem esperar completude diagnóstica ou estabilização total.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre continuar a avaliação/monitorização local e priorizar o controle definitivo da hemorragia. O erro é achar que se deve esperar UTI, avaliação terciária, exames conclusivos ou estabilização completa antes da transferência.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma pélvico instável com choque persistente, pense primeiro em hemorragia não controlada.
  • No politrauma instável, avaliação terciária e investigação conclusiva não podem atrasar acesso à hemostasia definitiva.
  • Se o hospital não tem recurso definitivo para controle do sangramento, a resposta tende a ser transferência precoce para centro apropriado.

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