Um paciente vítima de explosão apresenta sangramento intens...

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Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: SES - SP Prova: Avança SP - 2026 - SES - SP - Médico I |
Q3833126 Medicina
Um paciente vítima de explosão apresenta sangramento intenso em região inguinal esquerda e ausência de equipamentos de torniquete convencional no local. Segundo as recomendações do ATLS 10ª edição, qual deve ser a melhor conduta imediata?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Pelo ATLS 10ª edição, a hemorragia externa ameaçadora à vida deve ser controlada imediatamente; na região inguinal, o sangramento é juncional/proximal e, sem torniquete convencional disponível, a conduta decisiva é controle local com pressão direta, tamponamento com gaze hemostática e curativo compressivo.

Tema central: Hemorragia juncional
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde à conduta inicial indicada para hemorragia inguinal grave quando não há torniquete convencional disponível. O ponto técnico é a topografia: a virilha é área juncional, proximal demais para controle confiável com torniquete de membro. Nessa situação, o ATLS prioriza controle local imediato da hemorragia com pressão direta precisa, empacotamento/tamponamento da ferida com gaze hemostática e manutenção de curativo compressivo, porque isso comprime a fonte hemorrágica sem atrasar o controle do sangramento exsanguinante.
B
Errada
Está errada porque um torniquete distal improvisado com faixa de tecido não controla adequadamente um sangramento inguinal proximal. O problema não é apenas ser improvisado: a fonte hemorrágica está na região juncional, acima do ponto em que um torniquete distal de extremidade conseguiria ocluir de modo confiável. Além disso, improvisos com tecido tendem a gerar pressão insuficiente ou lesão sem oclusão arterial eficaz.
C
Errada
Está errada porque, em hemorragia externa maciça, a prioridade imediata é estancar a fonte do sangramento, não iniciar reposição volêmica agressiva com cristaloides antes da hemostasia. Volume sem controle da hemorragia não resolve a perda em curso e atrasa a medida decisiva. A base é explícita em que o controle da hemorragia externa ameaçadora à vida precede a ressuscitação volêmica isolada.
D
Errada
Está errada porque clampagem cirúrgica às cegas da artéria femoral é tecnicamente insegura e não recomendada nesse cenário inicial. Sem visualização anatômica controlada, há risco de lesão iatrogênica de veias, nervos e estruturas adjacentes, além de possibilidade de falha no controle vascular efetivo.
E
Errada
Está errada porque gelo e elevação do membro não são medidas adequadas para hemorragia traumática intensa em região inguinal. Essas manobras não produzem hemostasia suficiente em sangramento arterial/juncional maciço. O quadro exige compressão/hemostasia imediata, não medidas de baixo impacto usadas em contextos não exsanguinantes.
Pegadinha da questão
A banca explora o dado topográfico "inguinal": quem trata como hemorragia distal de membro tende a escolher torniquete, mas a virilha é hemorragia juncional, em que a conduta imediata correta, na ausência de torniquete apropriado, é pressão direta com packing e curativo compressivo.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique a topografia antes da conduta: virilha, axila e pescoço sugerem hemorragia juncional, não sangramento distal de extremidade.
  • Em hemorragia externa ameaçadora à vida, primeiro controle a fonte; reposição volêmica não substitui hemostasia.
  • Se o local é compressível e o torniquete convencional não se aplica, pense em pressão direta precisa, tamponamento da ferida e curativo compressivo.

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