Um motorista sem cinto de segurança colide frontalmente con...

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Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: SES - SP Prova: Avança SP - 2026 - SES - SP - Médico I |
Q3833123 Medicina
Um motorista sem cinto de segurança colide frontalmente contra um obstáculo fixo. O parabrisa apresenta marca de impacto compatível com o crânio, e o paciente exibe dispneia, hipotensão e murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Com base na cinemática descrita, qual mecanismo explica a fisiopatologia provável dessas lesões?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a cinemática do trauma: colisão frontal de alta energia em ocupante sem cinto, com marca de impacto craniano no para-brisa, indica desaceleração abrupta com transferência importante de energia ao tórax. Nessa situação, o quadro de dispneia, hipotensão e murmúrio vesicular diminuído bilateralmente favorece lesão intratorácica grave por cisalhamento de grandes vasos e compressão cardíaca entre esterno e coluna, o que sustenta a alternativa A.

Tema central: cinemática do trauma torácico
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a mais compatível com o cenário porque o trauma é frontal, de alta energia, em paciente sem cinto, com evidência de desaceleração importante. Esse mecanismo favorece lesões por cisalhamento de estruturas torácicas relativamente fixas e compressão anteroposterior do coração, coerentes com a instabilidade hemodinâmica e os achados respiratórios bilaterais descritos.
B
Errada
Está errada por incompatibilidade com a direção do impacto e com a semiologia. O enunciado descreve colisão frontal, não compressão lateral do tórax. Além disso, ruptura pulmonar unilateral não explica bem o murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, que sugere agressão torácica mais difusa ou bilateral.
C
Errada
Está errada porque desloca o mecanismo principal para hiperextensão cervical com laceração traqueal, enquanto o caso é dominado por trauma torácico fechado por desaceleração de alta energia. A marca no para-brisa reforça ausência de contenção e desaceleração importante, mas não autoriza concluir que a lesão central seja cervical. Também não é esse o mecanismo que melhor explica a instabilidade hemodinâmica associada aos achados torácicos.
D
Errada
Está errada por discordância entre o órgão-alvo proposto e os achados decisivos do caso. Cisalhamento de fígado e baço por desaceleração abdominal é mecanismo possível em trauma de alta energia, mas não explica de forma primária dispneia com murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. O foco clínico e fisiopatológico do enunciado é torácico, não abdominal.
E
Errada
Está errada porque propõe mecanismo pélvico-abdominal sem correlação com a cinemática principal nem com a apresentação clínica. Ruptura de órgãos ocos por contusão pélvica não explica o quadro respiratório com redução bilateral do murmúrio vesicular após colisão frontal com importante transferência de energia ao tórax.
Pegadinha da questão
A banca induz à busca de um diagnóstico específico pelo quadro respiratório, mas o que resolve a questão é reconhecer o mecanismo fisiopatológico do trauma frontal sem cinto; além disso, o murmúrio vesicular diminuído bilateralmente afasta a leitura simplista de lesão pulmonar unilateral.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma, primeiro relacione a direção do impacto com o padrão esperado de lesão: frontal sugere desaceleração e compressão anteroposterior, não compressão lateral.
  • Se o enunciado trouxer ocupante sem cinto com impacto no para-brisa, valorize a desaceleração abrupta como marcador de lesão intratorácica grave por cisalhamento.
  • Achado respiratório bilateral em trauma fechado pesa contra mecanismos unilaterais isolados e reforça lesão torácica mais difusa ou bilateral.

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