A conferência dupla da bolsa de hemocomponente e da identifi...

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Q3949852 Enfermagem
A conferência dupla da bolsa de hemocomponente e da identificação do paciente à beira-leito constitui uma das etapas mais críticas do processo transfusional, sendo amplamente recomendada por protocolos de segurança e hemovigilância. Com base nas boas práticas em hemoterapia, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A identificação final do paciente e do hemocomponente deve ser feita à beira-leito, imediatamente antes da transfusão; tecnologias de apoio aumentam a rastreabilidade, mas não dispensam a verificação manual/positiva do receptor e da bolsa. Por isso, a alternativa C é a incorreta.

Tema central: Segurança transfusional
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a incorreta porque descreve o escopo essencial da conferência transfusional: confrontar identificadores do paciente com dados relevantes do hemocomponente, incluindo compatibilidade ABO/Rh e identificação da bolsa. Esse é exatamente o mecanismo de prevenção de troca de paciente e de produto.
B
Errada
Não é a incorreta porque a identificação errada do paciente é um mecanismo clássico de transfusão no paciente errado, podendo resultar em incompatibilidade ABO e reação hemolítica aguda. O critério que valida a alternativa é a relação direta entre falha de identificação e evento transfusional grave evitável.
C
Certa
A alternativa C é a incorreta da questão porque contraria o princípio central das boas práticas em hemoterapia: a conferência final à beira-leito permanece obrigatória para confirmar a correspondência entre paciente, identificação institucional, prescrição e rótulo da bolsa. Sistemas automatizados aumentam rastreabilidade e segurança, mas não eliminam o risco de erro assistencial no momento da administração. Como a identificação inadequada do paciente é causa clássica de transfusão ABO-incompatível e reação hemolítica aguda evitável, não se admite abolir a checagem humana final.
D
Errada
Não é a incorreta porque situa corretamente o procedimento no momento crítico: imediatamente antes da transfusão, à beira-leito. Além disso, a dupla checagem por profissionais habilitados é medida reconhecida de redução de erro; a base admite variação redacional entre serviços, mas isso não invalida a afirmação como boa prática de segurança.
E
Errada
Não é a incorreta porque expressa a finalidade operacional da checagem transfusional: garantir correspondência entre o paciente correto, a prescrição correta e o hemocomponente correto. Esse confronto é a barreira assistencial que evita erro de paciente, erro de produto e incompatibilidade.
Pegadinha da questão
A banca explora a ideia de que tecnologia mais avançada poderia substituir integralmente a checagem humana; o erro está no termo "dispensando totalmente", porque a verificação final à beira-leito continua obrigatória.
Dica para questões semelhantes
  • Em transfusão, procure a etapa final de segurança: confirmação do paciente e da bolsa à beira-leito imediatamente antes da infusão.
  • Se a alternativa transformar automação em substituição absoluta da conferência humana, a tendência é estar errada.
  • Use como critério decisivo a prevenção de erro de identificação, principal mecanismo de transfusão ABO-incompatível evitável.

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