Durante o preparo para transfusão de concentrado de hemácias...

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Q3949843 Enfermagem
Durante o preparo para transfusão de concentrado de hemácias, a etapa de verificação à beira-leito constitui a última barreira de segurança para prevenção de eventos adversos graves, especialmente aqueles relacionados à incompatibilidade transfusional. Considerando os protocolos de segurança em hemoterapia, assinale a alternativa que melhor representa uma etapa crítica, obrigatória e indelegável de conferência à beira-leito.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão cobra a checagem final e obrigatória à beira-leito, na qual devem ser confirmadas a identidade do paciente com pelo menos dois identificadores e a correspondência com o hemocomponente/documentação, incluindo ABO/Rh, validade e integridade; esse é o critério que torna a alternativa A a única compatível com a segurança transfusional.

Tema central: Segurança transfusional
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve a checagem completa que realmente previne o erro transfusional evitável: confirmar, à beira-leito, que o hemocomponente específico corresponde àquele paciente específico e à documentação transfusional. Esse é o núcleo técnico da segurança em hemoterapia antes da infusão de concentrado de hemácias, pois reduz o risco de transfusão em paciente errado e de incompatibilidade ABO/Rh, especialmente associada a reação hemolítica aguda por falha de processo.
B
Errada
Está errada porque restringe a identificação do paciente ao número do prontuário e dispensa outros identificadores. A segurança transfusional exige identificação inequívoca, não baseada em um único dado isolado. Usar apenas um identificador aumenta o risco de administrar a bolsa ao paciente errado.
C
Errada
Está errada porque sinais vitais prévios servem para obter linha de base e auxiliar na monitorização de reação, mas não constituem a barreira principal para evitar incompatibilidade transfusional imediata. O evento grave que a questão quer prevenir decorre sobretudo de erro de identificação e de falha na conferência de compatibilidade, não da ausência de pressão arterial basal.
D
Errada
Está errada porque glicemia capilar não integra a conferência obrigatória rotineira à beira-leito antes da transfusão de concentrado de hemácias. Não há, na base, relação entre essa medida e a prevenção do erro transfusional ou das complicações imunológicas que a checagem pré-transfusional busca evitar.
E
Errada
Está errada porque inspecionar tempo de armazenamento e integridade da bolsa é importante, mas insuficiente. A compatibilidade laboratorial prévia não elimina o risco de a bolsa correta ser administrada ao paciente errado. A razão de existir da checagem à beira-leito é justamente confirmar a correspondência final entre aquele paciente, aquela bolsa e aquela documentação.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre medidas acessórias ou parciais, como sinais vitais ou inspeção da bolsa, e a etapa realmente decisiva da segurança transfusional: a conferência final e completa da correspondência paciente-bolsa-compatibilidade à beira-leito.
Dica para questões semelhantes
  • Em transfusão, priorize a alternativa que confirme correspondência entre identidade do paciente, identificação da bolsa e documentação transfusional.
  • Desconfie de opções que usam um único identificador do paciente ou que conferem apenas um aspecto isolado da bolsa.
  • Separe monitorização clínica de prevenção causal: sinais vitais ajudam a detectar reação, mas não substituem a checagem de identidade e compatibilidade.

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