[...] Os motivos que iluminam a consagração da versão do po...

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Q3734849 História

[...] Os motivos que iluminam a consagração da versão do populismo como política de manipulação de massas repõem a relação entre Estado e classes populares no centro das observações. É evidente, no caso, o reconhecimento da assimetria de poderes entre estes termos. Mas há mais do que isso. Há o desenho de uma relação em que um dos termos é concebido como forte e ativo, enquanto o outro é fraco e passivo, não possuindo capacidade de impulsão própria por não estar organizado como classe. As massas ou os setores populares, não sendo concebidos como atores/sujeito nesta relação política, mas sim como destinatários/ objeto a que se remetem as formulações e políticas populistas, só poderiam mesmo ser manipulados ou cooptados (caso das lideranças), o que significa precipuamente, senão literalmente, enganados ou ao menos desviados de uma opção consciente. [...]



O Populismo, que tinha entre outras características por fio condutor, um líder carismático, foi:

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O decisivo era identificar, a partir da menção a líder carismático e à relação entre Estado e massas populares, o populismo como fenômeno historiograficamente associado à América Latina no século XX. Isso confirma o gabarito D e afasta as alternativas que o restringem ao Brasil, lhe atribuem origem inglesa ou o descrevem como congraçamento efetivo entre classes.

Tema central: Populismo latino-americano
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o populismo em fenômeno tipicamente brasileiro. Getúlio Vargas é um representante importante, mas isso não autoriza restringir o populismo ao Brasil; o critério decisivo é justamente sua identificação em vários países da América Latina.
B
Errada
Está errada porque atribui ao populismo uma origem importada do imperialismo inglês. A base afirma que não há enquadramento historiográfico padrão que defina o populismo latino-americano como derivação inglesa-imperialista.
C
Errada
Está errada porque define o populismo como congraçamento entre classes populares e dominantes em torno de objetivos comuns. Isso contraria a caracterização apresentada na base, que ressalta uma relação política assimétrica, mediada por liderança carismática e pela integração/controlamento das massas, e não uma convergência real entre classes.
D
Certa
A alternativa D está correta porque enquadra o populismo como prática política presente na América Latina, com lideranças carismáticas e casos emblemáticos em diferentes países. Esse é o critério historiográfico cobrado na questão: reconhecer o populismo como fenômeno latino-americano do século XX, marcado pela incorporação controlada das massas à política, e não como experiência exclusiva do Brasil.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar o caso brasileiro, especialmente Getúlio Vargas, como se esgotasse o populismo, ou aceitar uma formulação conciliatória entre classes como definição técnica do fenômeno.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão pedir caracterização de populismo, verifique primeiro a escala do fenômeno: na historiografia cobrada aqui, ele é latino-americano, não exclusivamente brasileiro.
  • Não confunda exemplo marcante com definição do fenômeno; um líder relevante não torna o processo restrito ao seu país.
  • Desconfie de alternativas que apresentem o populismo como harmonia entre classes, porque o núcleo da caracterização usada na questão é a relação política assimétrica com incorporação controlada das massas.

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