Indique o item correto em relação à doença inflamatória pél...
Gabarito comentado
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Tema central: Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior, podendo comprometer útero, trompas, ovários e estruturas adjacentes. Está intimamente relacionada às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), especialmente pela Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. A DIP pode ter apresentações clínicas variadas, de formas discretas até quadros graves e agudos.
Justificativa da alternativa correta (D): O sinal de Chandelier consiste em dor intensa à mobilização do colo uterino durante o exame pélvico. Apesar de ser um achado clássico, na prática, é considerado raro e sua ausência não exclui o diagnóstico de DIP. Conforme orienta o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde: “A ausência de sinais como o sinal de Chandelier não afasta o diagnóstico de DIP.” É importante considerar o conjunto clínico, epidemiológico e de exames para o diagnóstico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Cervicite isolada não é DIP, e sim uma infecção restrita ao colo uterino; DIP implica em infecção ascendente do trato genital superior. O diagnóstico mais comum de DIP NÃO é a cervicite, mas sim salpingite/endometrite.
B) Errada. Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são os principais agentes etiológicos relacionados à DIP, conforme reforçam as diretrizes nacionais e internacionais.
C) Errada. O tratamento da DIP é empírico, com antibioticoterapia de amplo espectro iniciada a partir da suspeita clínica, não havendo necessidade de identificação prévia do agente específico. A diretriz nacional orienta o tratamento imediato para evitar complicações.
Estratégias de prova e pegadinhas: Atenção a detalhes que distinguem DIP de cervicite e à ideia errônea de que sinais clássicos como o de Chandelier são mandatórios. Lembre-se que protocolos atuais reforçam o diagnóstico por critérios clínicos e não por sinais raros específicos.
Resumo prático: Na suspeita de DIP, sempre avalie fatores de risco, sintomas e sinais, mas não descarte o quadro pela ausência do sinal de Chandelier. O manejo deve iniciar-se prontamente para evitar sequelas como infertilidade e dor pélvica crônica.
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