Julgue o item a seguir. A palavra "desleal" é um exemplo de ...
A palavra "desleal" é um exemplo de derivação parassintética.
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Tema: Morfologia — processos de formação de palavras (derivação).
Gabarito: E — Errado
Por quê? A palavra desleal não é derivada por parassíntese. Ela resulta de derivação prefixal: ao adjetivo base leal acrescenta-se o prefixo des-, que indica negação/oposição, formando desleal. Não há sufixo envolvido.
Regra (Gramática Normativa): segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo),
- Derivação parassintética ocorre quando se acrescentam simultaneamente um prefixo e um sufixo a uma base, e a palavra não existe com apenas um deles. Ex.: en-velh-ecer (não existem envelho nem velhecer), a-manhec-er (não existem amanhãr nem manhecer).
- Derivação prefixal ocorre quando se acrescenta apenas um prefixo à base, sem sufixo. Ex.: feliz → infeliz, leal → desleal.
Aplicando a regra ao caso:
- Base: leal (palavra autônoma, registrada no VOLP).
- Afixação: prefixo des-.
- Não há sufixo adicionado. A forma desleal existe e é válida apenas com o prefixo, logo trata-se de prefixação, não parassíntese.
Conferência no VOLP (Academia Brasileira de Letras): registra-se desleal com o prefixo des-, sem hífen, confirmando a formação por prefixação e a ortografia correta.
Pegadinha comum: confundir “parassíntese” com “palavra que tem prefixo e sufixo”. Parassíntese exige que os dois sejam acrescentados juntos e que nenhuma das formas intermediárias exista. Em desleal, não há sufixo, portanto a hipótese de parassíntese já está descartada.
Estratégia para a prova:
- 1) Identifique a base: a palavra existe sozinha? (leal existe).
- 2) Verifique se há prefixo e/ou sufixo. Aqui, só prefixo (des-).
- 3) Se houver prefixo e sufixo, teste as formas intermediárias: se nenhuma existir, é parassíntese; se uma existir, não é parassíntese.
Conclusão: O item está ERRADO porque desleal é formado por derivação prefixal, não por derivação parassintética.
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A palavra "desleal" é um exemplo de derivação prefixal, pois foi formada pela adição do prefixo "des-" à palavra já existente "leal", que possui sentido completo por si só. Isso a diferencia da derivação parassintética, que ocorre quando uma nova palavra é formada com a adição simultânea de prefixo e sufixo, de modo que não é possível removê-los individualmente sem comprometer o sentido da palavra, como no caso de "entardecer" (formado a partir de "tarde" + "en-" + "-ecer"). Portanto, "desleal" não é parassintética porque mantém sentido mesmo com a ausência do prefixo.
DES - LEAL
PREFIXO + RADICAL
ACRESCENTO;
Parassíntese: é o acréscimo de prefixo e sufixo simultaneamente e a retirada de um dos dois compromete a palavra.
A derivação parassintética é um dos processos de formação de palavras na língua portuguesa.
Ela ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados simultaneamente a um radical para formar uma nova palavra, de modo que a remoção de qualquer um desses afixos (prefixo ou sufixo), isoladamente, resulta em uma palavra inexistente na língua.
Palavra: desleal
Formação:
- des + leal
Aqui temos apenas prefixo.
Se tirar o prefixo:
✔ leal (existe)
Ou seja:
A palavra base já existe sem o prefixo.
Então:
✔ É derivação prefixal.
❌ Não é parassintética.
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