Dos pacientes abaixo, assinale aquele que tem indicação de ...
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Gabarito: C
Tema central da questão: A profilaxia química do tromboembolismo venoso (TEV) é uma prática fundamental em pacientes hospitalizados para prevenir complicações potencialmente fatais, como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Identificar a indicação correta envolve analisar fatores de risco e contraindicações segundo as principais diretrizes médicas.
Alternativa C – Justificativa:
Mulher obesa, 62 anos, em quimioterapia para câncer de mama, internada por mucosite, reúne múltiplos fatores de risco para TEV: idade, neoplasia ativa, quimioterapia, obesidade e internação. De acordo com a I Diretriz Brasileira de Cardio-Oncologia (Tabela 26): "Profilaxia farmacológica é recomendada em pacientes internados com diagnóstico de câncer, na ausência de contraindicações". Assim, essa paciente TEM INDICAÇÃO formal de profilaxia química (heparinas de baixo peso molecular são as mais usadas).
Análise das alternativas incorretas:
A: Hemorragia intracraniana ativa é uma contraindicação absoluta à anticoagulação, pois o risco de sangramento supera o benefício profilático. As diretrizes orientam evitar profilaxia química neste contexto.
B: Paciente jovem, pós-operatório de apendicectomia (cirurgia de pequeno porte), sem comorbidades relatadas, apresenta baixo risco de TEV. A conduta recomendada, segundo protocolos, é deambulação precoce, não sendo necessário profilaxia química sistemática.
D: Quadro clínico francamente sugestivo de tromboembolismo venoso em curso (dispneia + dor pleurítica + fator de risco hereditário). Não se faz profilaxia diante de evento agudo suspeito: aqui, indica-se tratamento anticoagulante terapêutico, não profilático.
E: Paciente HIV+, internado por pneumocistose, pode apresentar risco aumentado para TEV pelo quadro infeccioso. Contudo, as diretrizes atuais preconizam avaliação individualizada – apenas fatores de risco adicionais justificariam início sistemático de profilaxia química nesta fase.
Dicas para provas: Observe palavras-chave como: ‘hemorragia ativa’, ‘evento trombótico atual’, ‘fatores de risco clássicos e acumulativos’ (idade, câncer, imobilização, obesidade, circulação hospitalar). Questões assim frequentemente cobram contra-indicações ou confundem tratamento profilático com terapêutico.
Segundo o Projeto Diretrizes: "Pacientes com câncer pertencem ao grupo de alto risco para tromboembolia venosa..." (p. 16).
Resumo: A alternativa correta é C, pois condiz com as recomendações atuais para prevenção de TEV em oncologia clínica.
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A alternativa C: Mulher obesa, 62 anos, em quimioterapia para neoplasia de mama, internada para manejo de mucosite é a que apresenta maior indicação para profilaxia química de tromboembolismo venoso.
Por que a alternativa C é a correta?
- Obesidade: A obesidade é um fator de risco independente para trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP).
- Quimioterapia: A quimioterapia pode causar danos ao endotélio vascular, levando à formação de trombos. Além disso, muitos agentes quimioterápicos podem aumentar a viscosidade sanguínea e a tendência à coagulação.
- Neoplasia: O câncer em si é um estado pró-trombótico, e o tratamento do câncer, incluindo a quimioterapia, pode aumentar ainda mais esse risco.
- Imobilização: A internação para manejo de mucosite pode levar à imobilização prolongada, o que é outro fator de risco para TVP e EP.
Por que as outras alternativas foram descartadas anteriormente?
- Alternativa A: A hemorragia intracraniana é uma contraindicação absoluta para a anticoagulação.
- Alternativa B: Embora o pós-operatório seja um fator de risco, a paciente da alternativa C apresenta um perfil de risco ainda maior devido à obesidade, quimioterapia e neoplasia.
- Alternativa D: A paciente apresenta sintomas de embolia pulmonar, o que indica a necessidade de tratamento anticoagulante terapêutico, e não profilaxia.
- Alternativa E: Embora o HIV/AIDS e a pneumocistose possam ser considerados fatores de risco, o perfil da paciente da alternativa C é mais claro em relação à indicação de profilaxia.
Em resumo:
A paciente da alternativa C apresenta uma combinação de fatores de risco que a tornam propensa à trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A obesidade, a quimioterapia, a neoplasia e a potencial imobilização durante a internação aumentam significativamente seu risco.
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