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Ano: 2019 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2019 - UFMA - Médico Clínico Geral |
Q1243020 Medicina
Em um paciente com hepatite A aguda, que tipo de comportamento dos marcadores abaixo sugeriria uma possível evolução para insuficiência hepática fulminante?
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda a hepatite A aguda e seu potencial para evolução grave, mais especificamente para insuficiência hepática fulminante. Para o médico clínico, é fundamental reconhecer os marcadores laboratoriais dessa piora, que exigem rápida atenção e conduta adequada.

Justificando a alternativa correta (E):
Na evolução típica de uma hepatite viral aguda, os níveis de aminotransferases (ALT/AST) se elevam precocemente, indicando lesão hepatocelular. Se o quadro evolui para insuficiência hepática fulminante, ocorre um fenômeno específico: o fígado, gravemente comprometido, perde a capacidade de síntese proteica, inclusive dos fatores de coagulação. Nessa situação, as aminotransferases caem abruptamente (não por melhora clínica, mas por falência dos hepatócitos), junto ao alargamento do tempo de protrombina (TP/RNI), sinalizando incapacidade de síntese hepática — típico da insuficiência hepática aguda.
Segundo os Manuais MSD e o Ministério da Saúde: “A queda até valores normais [das aminotransferases] indica recuperação, a menos que haja aumento do TP/RNI...”, sugerindo falência hepática.

Análise das alternativas incorretas:

A) Manutenção de altos títulos de aminotransferases por mais de 6 meses – Sugere hepatite crônica. A hepatite A não cronifica.
B) Aumento das aminotransferases e redução do tempo de protrombina – Redução do TP significa aumento da síntese dos fatores de coagulação, o que indica função hepática normal e recuperação.
C) Aumento das aminotransferases e alargamento do tempo de protrombina – O aumento das aminotransferases, nessa fase, indica lesão ativa, mas a insuficiência fulminante é sugerida quando ocorre queda das enzimas.
D) Queda das aminotransferases e redução do tempo de protrombina – Queda das enzimas + TP reduzido = recuperação.

Estratégia: Fique atento: queda abrupta das aminotransferases, associada a piora dos testes de função hepática (TP/RNI), não deve ser confundida com recuperação!

Resumo prático: Na hepatite A, evolução para insuficiência hepática fulminante = queda das aminotransferases + alargamento do TP. Reconheça este padrão na prática clínica e em prova!

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Comentários

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A alternativa E é a correta porque indica a combinação de dois sinais laboratoriais preocupantes em um paciente com hepatite A aguda. Primeiramente, a "queda das aminotransferases" pode parecer contraintuitiva, pois altos níveis dessas enzimas geralmente refletem dano hepático. No entanto, em um contexto de insuficiência hepática fulminante, uma queda acentuada nos níveis de aminotransferases pode indicar uma perda massiva de hepatócitos funcionantes, de modo que mesmo a síntese dessas enzimas está prejudicada, sugerindo um agravamento substancial da função hepática. Por outro lado, o "alargamento do tempo de protrombina" indica uma diminuição na capacidade do fígado de sintetizar fatores de coagulação, uma função vital do órgão. Uma vez que o tempo de protrombina reflete a via extrínseca e comum da coagulação, seu alargamento é um marcador de disfunção hepática significativa e está associado a um pior prognóstico. Portanto, a combinação desses dois marcadores aponta para uma deterioração da função hepática e um risco aumentado de insuficiência hepática fulminante.

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