"Na história de sua cultura terá sido o do tempo - o
da dimensionalidade do tempo - um dos seus
primeiros discernimentos. O 'excesso' de tempo sob
o qual vivia o homem das culturas iletradas
prejudicava sua própria temporalidade, a que chega
com o discernimento a que nos referimos e com a
consciência desta temporalidade, a de sua
historicidade. Não há historicidade do gato pela
incapacidade de emergir do tempo, de discernir e
transcender, que o faz afogado num tempo
totalmente unidimensional - um hoje constante, de
que não tem consciência. O homem existe -
existere - no tempo. Está dentro. Está fora. Herda.
Incorpora. Modifica. Porque não está preso a um
tempo reduzido a um hoje permanente que o
esmaga, emerge dele. Banha-se nele.
Temporaliza-se."
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967, p. 41.
A partir do pensamento de Paulo Freire, é possível
concluir que este defendia: