Paciente de 32 anos retorna após apendicectomia realizada p...

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Q3792353 Medicina
Paciente de 32 anos retorna após apendicectomia realizada por videolaparoscopia (apendicite perfurado na ponta do órgão). Familiar encontra-se muito nervoso, tendo lido na biópsia que havia um câncer associado à apendicite, e teme que o paciente provavelmente seja reoperado. Em relação a esse cenário, analise a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A diretriz técnica adotada na base distingue a conduta conforme o tipo histológico e o risco: tumor neuroendócrino apendicular bem diferenciado entre 1 e 2 cm não impõe hemicolectomia direita automática, pois a decisão é individualizada por fatores de risco; já neoplasias mucinosas podem exigir manejo complementar conforme margens, perfuração, acometimento peritoneal e componente invasivo. Como o enunciado pede o melhor cenário comparativo após achado incidental em peça de apendicectomia, o TNE bem diferenciado de 1,5 cm é, entre as opções dadas, o cenário mais favorável.

Tema central: Neoplasia incidental de apêndice
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque afirma exclusividade inexistente. A reoperação não se limita ao adenocarcinoma: TNE apendicular também pode indicar hemicolectomia complementar, especialmente se maior que 2 cm ou se houver fatores histológicos desfavoráveis. O erro é transformar o adenocarcinoma no único subtipo com potencial indicação de complementação cirúrgica.
B
Errada
Errada porque cria indicação automática de hemicolectomia para TNE bem diferenciado de 0,9 cm na ponta do apêndice. Pela base, lesões menores que 1 cm sem fatores desfavoráveis costumam estar adequadamente tratadas com apendicectomia. Além disso, a perfuração mencionada no caso é da apendicite na ponta e não, por si só, critério automático de colectomia para TNE pequeno.
C
Errada
Errada por negar genericamente a possibilidade de colectomia complementar em neoplasia de apêndice. A base afirma o contrário: adenocarcinoma apendicular não metastático em regra demanda hemicolectomia direita, e alguns TNE também podem exigir complementação. O vício da alternativa é a generalização absoluta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque aplica a distinção central da diretriz: TNE bem diferenciado de 1,5 cm fica na faixa intermediária em que não há indicação obrigatória de hemicolectomia direita, dependendo a complementação de fatores histológicos e da localização. Em contraste, neoplasia mucinosa apendicular não pode ser tratada como cenário genericamente mais benigno, pois pode envolver risco peritoneal e necessidade de conduta complementar. Por isso, na comparação proposta pela questão, o TNE bem diferenciado de 1,5 cm é o melhor cenário.
E
Errada
Errada porque atribui indicação universal e imediata ao PET-CT com FDG para qualquer neoplasia de apêndice. A base expressamente afasta essa universalização: exames de imagem funcional são reservados a hipóteses selecionadas, especialmente em NET, e não constituem a melhor conduta imediata para todos os subtipos apendiculares.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões: tratar perfuração por apendicite como indicação automática de colectomia em TNE pequeno e supor que neoplasia mucinosa bem diferenciada seja sempre cenário melhor do que TNE bem diferenciado de 1,5 cm.
Dica para questões semelhantes
  • Não absolutize a conduta pela palavra 'câncer': em apêndice, o tipo histológico muda a indicação de hemicolectomia.
  • Em TNE apendicular, se o tamanho estiver entre 1 e 2 cm, a chave é lembrar que a colectomia não é automática; depende de fatores de risco.
  • Desconfie de alternativas que negam ou impõem colectomia para toda neoplasia de apêndice; a base exige distinção entre adenocarcinoma, TNE e neoplasia mucinosa.

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