Em crianças com alta atividade de cárie dental, pode-se usa...
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Tema central: uso do diamino fluoreto de prata (DFP/SDF) como estratégia não invasiva para paralisar lesões de cárie, especialmente em crianças com alta atividade de cárie.
Alternativa correta: C – A ação cariostática do DFP baseia-se, sobretudo, na atividade bactericida dos íons prata sobre microrganismos cariogênicos (p. ex., Streptococcus mutans), que desnaturam proteínas, rompem membranas e inibem enzimas. O flúor presente favorece a remineralização (formação de CaF2/fluoroapatita) e há inibição de MMPs e catepsinas, preservando o colágeno da dentina. Evidências de revisões sistemáticas e diretrizes (AAPD 2017–2023; OMS 2022) apontam alta taxa de arresto de cárie em dentes decíduos e cárie radicular em adultos.
Como pensar na prova: ao ver “cariostático” e “não invasivo”, associe a prata = efeito antimicrobiano e a flúor = remineralização. Desconfie de itens que ignorem a mancha escura típica ou que afirmem técnica complexa/alto custo, pois isso contraria a prática.
Análise das incorretas
A) Diz que pode ser usado em dentes anteriores permanentes por “não causar alterações estéticas”. Falso. O DFP escurece a lesão (mancha negra permanente na dentina cariada). Por isso, evita-se em anteriores permanentes quando a estética é prioritária; só considerar com consentimento e/ou cobertura posterior (p. ex., técnica SMART com ionômero).
B) “Indicado para paralisar cárie ao redor de restaurações em resina composta.” Impreciso. O DFP pode manchar margens e não é a conduta-padrão para cárie secundária em resina. Preferem-se reparo, substituição ou manejo adesivo e controle de biofilme; o uso de DFP nesses casos é limitado e com risco estético.
D) “Aumenta a destruição do colágeno da dentina.” Inverso da realidade. O DFP inibe MMPs/catepsinas, forma complexos prata-proteína e eleva a dureza da dentina, reduzindo a degradação orgânica.
E) “Indicaç��o limitada por alto custo e técnica complexa.” Falso. O DFP é baixo custo, rápido e simples (isolamento relativo, secagem, microaplicador por ~1 min, remoção do excesso). Reaplicação a cada 3–6 meses. Limitações principais: estética, possíveis manchas em tecido mole temporárias e alergia à prata.
Conduta prática resumida: DFP 38% para lesões cavitadas ativas em dentes decíduos ou cárie radicular; ideal em crianças não colaboradoras ou em contexto de odontologia minimamente invasiva. Informar sobre escurecimento; evitar em ulcerações ou alergia à prata. Reforçar controle de biofilme e flúor domiciliar.
Referências essenciais: AAPD Guideline on Use of Silver Diamine Fluoride (2017–2023); OMS (2022) – pacote de cuidados essenciais em saúde bucal; revisões sistemáticas (Gao SS et al., J Dent Res 2016; Cochrane 2019/2020) demonstrando alta eficácia no arresto de cárie.
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O diamino fluoreto de prata (DFP) é uma solução utilizada na odontologia para tratar e prevenir cáries, especialmente em dentes de leite e em pacientes de alto risco. Ele age como um agente cariostático (paralisa a cárie), promovendo a remineralização do tecido dentário, inibindo bactérias e endurecendo o esmalte. Uma desvantagem é que ele pode causar um escurecimento (manchamento) da lesão tratada.
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