Paciente apresentou perfuração iatrogênica durante dilataçã...

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Q3792340 Medicina
Paciente apresentou perfuração iatrogênica durante dilatação de esôfago (para tratamento de acalasia). Foi submetido a reparo cirúrgico que encontrou muita dificuldade devido ao processo inflamatório e hematoma. O cirurgião optou por rafia do esôfago na transição (4 pontos) e uma válvula total cobrindo a sutura. No 7 pós-operatório apresentava vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica. Qual é a principal hipótese? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Não há regra jurídica normativa decisiva; a resolução é técnico-médica. A base decisória indica que, no pós-operatório precoce após dissecção difícil na transição esofagogástrica, a hipótese compatível com retenção gástrica é a lesão inadvertida do nervo vago.

Tema central: Complicação pós-operatória esofagogástrica
Análise das alternativas
A
Errada
Estenose na rafia esofágica não é a principal explicação do quadro descrito, porque tenderia a gerar disfagia ou obstrução ao trânsito esofágico. A base afasta essa hipótese como explicação direta para distensão epigástrica por retenção gástrica no 7º pós-operatório.
B
Errada
Obstrução da fundoplicatura pode entrar no diagnóstico diferencial, mas a base é expressa em que o gabarito oficial privilegia a hipótese de gastroparesia por denervação vagal como principal explicação. Não se pode afirmar exclusão absoluta dessa alternativa apenas pelo enunciado; sua rejeição decorre da adoção do gabarito oficial e da leitura técnico-cirúrgica indicada na base.
C
Certa
A alternativa C se sustenta porque a base decisória afirma que a lesão inadvertida do nervo vago pode produzir gastroparesia ou atonia gástrica no pós-operatório, com retenção de alimentos, vômitos alimentares e distensão epigástrica. Esse encaixe é reforçado pelo contexto cirúrgico descrito: houve dissecção difícil na transição esofagogástrica, em meio a inflamação e hematoma, cenário compatível com lesão vagal inadvertida.
D
Errada
Úlcera péptica não corresponde ao padrão temporal e semiótico descrito. A base registra que essa não é a hipótese principal para vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica no 7º pós-operatório imediato.
E
Errada
Abscesso subfrênico é inadequado porque, segundo a base, esperaria-se quadro infeccioso sistêmico e/ou dor, febre e toxemia. Isso não explica de modo principal a estase gástrica sugerida por vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica.
Pegadinha da questão
A confusão real é trocar obstrução ao nível da transição esofagogástrica, especialmente pela presença de fundoplicatura total, por estase gástrica funcional decorrente de lesão vagal; a banca explorou exatamente essa semelhança aparente.
Dica para questões semelhantes
  • Em pós-operatório precoce, diferencie disfagia por obstrução esofágica de retenção gástrica por falha de esvaziamento.
  • Quando o quadro trouxer vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica, procure primeiro hipótese de estase gástrica.
  • Em cirurgia difícil na transição esofagogástrica, considere lesão vagal como causa de gastroparesia pós-operatória.

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