Homem de 58 anos, etilista pesado, portador de cirrose hepát...

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Q3918106 Medicina
Homem de 58 anos, etilista pesado, portador de cirrose hepática Child-Pugh B, dá entrada com hematêmese volumosa e instabilidade hemodinâmica. PA 85/55 mmHg, FC 120 bpm. Hb inicial 9,2 g/dL. Após reposição volêmica inicial, qual é a conduta correta antes da endoscopia digestiva alta? 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em cirrótico com hematêmese volumosa e instabilidade hemodinâmica, a suspeita clínica é de hemorragia varicosa aguda; antes da endoscopia, a conduta recomendada é iniciar agente vasoativo e antibioticoprofilaxia, o que corresponde à alternativa B.

Tema central: HDA varicosa aguda
Análise das alternativas
A
Errada
Inibidor de bomba de prótons não é a medida que resolve o mecanismo mais provável deste caso. O enunciado aponta para hemorragia varicosa em cirrótico instável, e nesse contexto IBP não substitui terapia vasoativa nem antibioticoprofilaxia. A falha da alternativa é tratar como HDA indiferenciada aquilo que, clinicamente, deve ser manejado como sangramento varicoso até prova em contrário.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro é fortemente compatível com sangramento por hipertensão portal em paciente cirrótico, e a conduta pré-endoscópica específica recomendada é iniciar imediatamente terapia vasoativa e antibiótico profilático. O octreotídeo reduz fluxo esplâncnico e pressão portal, favorecendo controle do sangramento varicoso, e a antibioticoprofilaxia é indicada em cirróticos com hemorragia digestiva alta por reduzir infecção, ressangramento e desfechos adversos. O ponto decisivo é que essas medidas devem começar na suspeita clínica, sem aguardar confirmação endoscópica.
C
Errada
Tomografia de abdome para estadiamento não tem papel no controle inicial de uma hemorragia digestiva alta aguda com instabilidade hemodinâmica. Não trata o sangramento, não melhora a estabilização e ainda atrasa medidas que mudam desfecho nesse momento, como terapia vasoativa, antibiótico e endoscopia oportuna.
D
Errada
A meta proposta está errada. Na hemorragia digestiva alta em cirrose, a estratégia transfusional recomendada é restritiva; Hb inicial de 9,2 g/dL não justifica transfundir rotineiramente até valores acima de 10 g/dL. Além de não ser a conduta padrão, transfusão liberal pode elevar a pressão portal e aumentar o risco de ressangramento.
E
Errada
A endoscopia é parte central do manejo, mas não deve ocorrer como única medida imediata, sem tratamento farmacológico prévio apropriado. Na suspeita de hemorragia varicosa, a diretriz decisiva é iniciar vasoativo e antibiótico já na abordagem inicial, antes da endoscopia. O erro da alternativa é omitir terapia pré-endoscópica essencial.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hemorragia digestiva alta genérica e hemorragia varicosa provável: quem ignora a cirrose e a instabilidade tende a marcar IBP isolado ou priorizar endoscopia sem iniciar vasoativo e antibiótico.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer cirrose + hematêmese volumosa, trate a suspeita principal como sangramento varicoso até prova em contrário.
  • Na suspeita de hemorragia varicosa aguda, a medida pré-endoscópica específica é iniciar precocemente droga vasoativa e antibioticoprofilaxia.
  • Em cirrose com HDA, não escolha meta transfusional liberal como rotina; a base correta é estratégia restritiva.
  • Quando a pergunta for sobre conduta antes da endoscopia, verifique se existe terapia farmacológica que deve ser iniciada já na suspeita clínica.

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