Homem de 34 anos sofre ferimento perfurante profundo em memb...

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Q3918097 Medicina
Homem de 34 anos sofre ferimento perfurante profundo em membro inferior por objeto metálico enferrujado. Relata esquema vacinal desconhecido para tétano. Qual é a conduta correta? 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Ferimento perfurante profundo, com esquema vacinal para tétano desconhecido, configura situação de maior risco e sem proteção comprovada; por isso, a profilaxia indicada associa vacina dT e imunoglobulina antitetânica, tornando correta a alternativa C.

Tema central: Profilaxia antitetânica pós-ferimento
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a vacina dT isoladamente não cobre adequadamente um ferimento de maior risco em paciente com histórico vacinal desconhecido. O erro médico é ignorar que a resposta da imunização ativa não é imediata; nesse cenário, também é necessária imunização passiva com imunoglobulina antitetânica.
B
Errada
Está errada porque a imunoglobulina isolada fornece apenas proteção imediata e transitória, sem induzir memória imunológica. Em paciente sem comprovação de esquema vacinal adequado, a profilaxia completa exige também a vacina dT para proteção futura.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso combina dois marcadores que definem a conduta: ferimento perfurante profundo, que é de maior risco para tétano, e esquema vacinal desconhecido, que na prática não permite considerar o paciente protegido. Nessa situação, a vacina dT é necessária para induzir imunidade ativa futura, mas não oferece proteção imediata suficiente para o evento agudo; por isso deve ser associada à imunoglobulina antitetânica, que fornece anticorpos prontos para cobertura imediata.
D
Errada
Está errada porque lavagem da ferida é medida local importante, mas não substitui profilaxia imunológica específica quando há critério para ela. O ferimento é tetanogênico e o estado vacinal é desconhecido; portanto, cuidados locais não anulam a indicação de vacina e imunoglobulina.
E
Errada
Está errada porque a conduta é definida clinicamente pelo tipo de ferida e pelo histórico vacinal, sem depender de sorologia prévia. Aguardar antitoxina tetânica atrasaria a proteção necessária e não faz parte da rotina da profilaxia pós-exposição nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca tenta deslocar a atenção para o termo "enferrujado", mas o que decide a conduta é a combinação entre ferimento perfurante profundo e esquema vacinal desconhecido; outra confusão explorada é achar que vacina ou imunoglobulina isoladas bastam.
Dica para questões semelhantes
  • Classifique primeiro o ferimento quanto ao risco tetanogênico; ferimento perfurante profundo entra no grupo de maior risco.
  • Histórico vacinal desconhecido não equivale a proteção comprovada; para decisão prática, não se presume imunidade adequada.
  • Separe as funções: vacina dT protege no futuro, imunoglobulina protege de imediato.
  • Lavagem e desbridamento são medidas adjuvantes, não substituem imunoprofilaxia quando ela está indicada.

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