Durante o monitoramento da eficiência de uma Estação de Trat...

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Q4233808 Engenharia Ambiental e Sanitária
Durante o monitoramento da eficiência de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) que capta água superficial de um manancial eutrofizado, a equipe de engenharia sanitária verificou, no efluente final do tratamento convencional, valores elevados de geosmina, microcistinas, turbidez pós-filtração e ocorrência intermitente de gosto e odor na distribuição. Com base nos princípios da qualidade da água para consumo humano, nos processos da ETA convencional e nas tecnologias disponíveis para controle de cianotoxinas e compostos de sabor e odor, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão se decide pela distinção entre microcistinas intracelulares e dissolvidas/extracelulares, além da limitação do tratamento convencional para remover geosmina e 2-MIB. Como o caso descreve persistência desses compostos após a ETA convencional, o gabarito exige reconhecer a necessidade de barreiras complementares.

Tema central: Limitações do tratamento convencional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata as microcistinas como se fossem sempre particuladas e totalmente removidas pela filtração rápida. A base é expressa em dizer que a tratabilidade depende de estarem intracelulares ou dissolvidas, e a fração dissolvida pode persistir após a filtração convencional, exigindo adsorção ou oxidação complementar.
B
Errada
Está errada porque atribui ao cloro alta reatividade e destruição completa de geosmina e 2-MIB. A base afirma justamente o contrário: esses compostos são usualmente pouco removidos por cloração convencional, de modo que o cloro não é a etapa mais indicada nem garante remoção completa antes da filtração.
C
Certa
A alternativa C está correta porque aplica o critério técnico de tratabilidade desses contaminantes. A base afirma que geosmina e 2-MIB geralmente são pouco removidos no tratamento convencional e por oxidantes comuns como cloro, e que microcistinas podem exigir barreiras adicionais quando persistem na forma dissolvida. Por isso, tecnologias como carvão ativado em pó ou granular, ozonização e processos de oxidação avançada são compatíveis com o controle de gosto, odor e cianotoxinas em cenário de manancial eutrofizado.
D
Errada
Está errada porque reduz a turbidez pós-filtração a problema estético. A base informa que turbidez elevada prejudica a desinfecção, pois aumenta a demanda de desinfetante e pode proteger microrganismos em partículas.
E
Errada
Está errada porque superestima a coagulação com sulfato de alumínio como solução suficiente para geosmina, 2-MIB e microcistinas dissolvidas. Pela base, coagulação, floculação e decantação não removem de forma confiável esses contaminantes dissolvidos; para eles, a resposta técnica adequada envolve adsorção e/ou oxidação apropriada.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar a remoção de células de cianobactérias no tratamento convencional como se isso significasse remoção garantida de microcistinas dissolvidas, e supor também que gosto e odor por geosmina/2-MIB se resolvem com cloração ou mais coagulante.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o contaminante de gosto e odor é geosmina ou 2-MIB, não presuma eficácia suficiente do tratamento convencional ou da cloração comum.
  • Em cianotoxinas, diferencie sempre a fração intracelular da dissolvida: o tratamento convencional responde melhor às células do que às toxinas extracelulares.
  • Persistência de gosto, odor ou cianotoxinas após ETA convencional indica avaliar barreiras complementares, como CAP/CAG, ozônio ou POAs.
  • Turbidez pós-filtração acima do padrão tem efeito sanitário-operacional, porque compromete a desinfecção.

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