A Resolução CONAMA nº 506/2024 atualizou as diretrizes nacio...

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Q4233799 Engenharia Ambiental e Sanitária
A Resolução CONAMA nº 506/2024 atualizou as diretrizes nacionais para o estabelecimento de padrões de qualidade do ar. A norma adotou metas progressivas visando à convergência com os valores-guia de qualidade do ar definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021, redefinindo poluentes prioritários, critérios de amostragem e instrumentos de gestão da qualidade do ar. Considerando a gestão da qualidade do ar, os padrões nacionais de qualidade atmosférica e os fundamentos da engenharia de controle da poluição atmosférica, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo era reconhecer que a alternativa B descreve corretamente a formação secundária de ozônio troposférico e a consequente atuação sobre precursores, enquanto as demais contrariam a Resolução 506/2024 ou inventam isenções e restrições sem amparo normativo.

Tema central: Poluentes secundários atmosféricos
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a Resolução 506/2024 não trata os padrões intermediários como valores definitivos e imediatamente aplicáveis de modo uniforme, sem transição. O art. 4º prevê adoção sequencial em etapas (PI-1, PI-2, PI-3, PI-4 e PF), com datas de entrada em vigor, e o art. 6º remete a instrumentos de gestão.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o ozônio troposférico é um poluente secundário, assim como parte do material particulado fino pode se formar secundariamente na atmosfera. Por isso, o controle da qualidade do ar exige atuar sobre os gases precursores, como óxidos de nitrogênio (NOx) e compostos orgânicos voláteis (COVs).
C
Errada
Está errada porque o IQAr não foi desvinculado dos padrões nem entregue a cálculo discricionário de cada estado. Os arts. 7º e 8º determinam atualização da forma de cálculo e divulgação do índice, calculado de acordo com o Anexo II da Resolução.
D
Errada
Está errada porque não há, na Resolução, isenção automática de monitoramento periódico para fontes fixas que usem lavadores de gases. Além disso, a justificativa da alternativa é tecnicamente imprópria: a alegada 'estabilidade térmica' dos efluentes não elimina o dever de verificar emissões quando isso for exigido no controle ou licenciamento.
E
Errada
Está errada porque a Resolução não restringe os padrões intermediários apenas a material particulado e dióxido de enxofre. Segundo o Anexo I, também há padrões intermediários para NO2, O3 e fumaça; já CO, PTS e Pb recebem tratamento distinto com aplicação direta do padrão final.
Pegadinha da questão
A confusão real era dupla: tratar padrão intermediário como se fosse padrão definitivo e esquecer que ozônio troposférico e parte do MP fino são poluentes de formação secundária, o que desloca o controle para os precursores.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa falar em ozônio troposférico, verifique se ela reconhece sua formação secundária e a necessidade de controlar precursores como NOx e COVs.
  • Em questões sobre a Resolução 506/2024, diferencie padrão intermediário de padrão final e confira se a alternativa respeita a lógica de adoção sequencial.
  • Se a alternativa disser que o IQAr é livremente definido por cada estado, confronte com a vinculação normativa ao Anexo II.
  • Desconfie de alternativas que criem isenção de monitoramento sem apoio expresso na norma ou com justificativa técnica desconectada do controle de emissões.

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