Este último passo é o que torna os presentes únicos. Ao con...

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Por que as pessoas trocam presentes?

Sem dúvida, os presentes servem a muitos propósitos. Alguns psicólogos observam um "brilho no olhar" — um prazer intrínseco — associado ao ato de dar presentes.

Os teólogos notaram como presentear é uma forma de expressar valores morais — como amor, bondade e gratidão — no catolicismo, no budismo e no islamismo. E filósofos consideravam presentear como a melhor demonstração de altruísmo.

Não é de admirar que os presentes sejam uma parte central do Natal e de outros feriados de fim de ano − e que algumas pessoas possam até ficar tentadas a considerar a Black Friday, o dia das ofertas da época de compras de fim de ano, como um feriado em si.

Mas de todas as explicações sobre a razão pela qual as pessoas dão presentes, a que considero mais convincente foi dada em 1925 por um antropólogo francês chamado Marcel Mauss.

Mauss observou que os presentes criam três ações distintas, mas extremamente relacionadas. Presentes são dados, recebidos e retribuídos.

O primeiro ato de dar estabelece as virtudes de quem dá. Ele expressa sua generosidade, bondade e honra.

O ato de receber o presente, por sua vez, mostra a disposição da pessoa em ser homenageada. Essa é uma forma de quem recebe mostrar sua generosidade, mostrar que está disposto a aceitar o que lhe foi oferecido.

O terceiro componente é a reciprocidade, retribuindo o que foi dado primeiro. Essencialmente, espera-se − implícita ou explicitamente − que agora a pessoa que recebeu o presente devolva um presente ao doador original.

Mas então, é claro, assim que a primeira pessoa receber algo em troca, ela deverá devolver outro presente à pessoa que recebeu o presente original. Dessa forma, presentear se torna um ciclo interminável de dar e receber.

Este último passo − a reciprocidade − é o que torna os presentes únicos. Ao contrário de comprar algo em uma loja, em que a troca termina quando o dinheiro é trocado por mercadorias, dar presentes constrói e sustenta relacionamentos. Esta relação entre quem dá e quem recebe está ligada à moralidade. Presentear é uma expressão de justiça porque cada presente geralmente tem valor igual ou maior do que o último dado. E presentear é uma expressão de respeito porque mostra vontade de homenagear a outra pessoa.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/clmenny 99veo.Adaptado. 
Este último passo é o que torna os presentes únicos. Ao contrário de comprar algo em uma loja, em que a troca termina quando o dinheiro é trocado por mercadorias, dar presentes constrói e sustenta relacionamentos.
De acordo com as regras de acentuação gráfica:
Alternativas

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Tema central: OrtografiaRegras de acentuação gráfica segundo a norma-padrão e o Acordo Ortográfico de 1990.

Análise da alternativa correta (A):

A palavra “constrói” recebe acento porque é uma oxítona terminada em ditongo aberto “ói”. Pela regra da acentuação, todas as oxítonas terminadas em ditongos abertos “éi”, “éu”, “ói” devem ser acentuadas (exemplo: herói, chapéu, anéis). Isso foi mantido pelo novo acordo ortográfico, conforme apontam autores como Bechara e Celso Cunha & Lindley Cintra.

Análise das alternativas incorretas:

B) Não há quatro vocábulos proparoxítonos no trecho destacado. Relembre: proparoxítonas são acentuadas por terem a sílaba tônica na antepenúltima sílaba (ex: último, único). Identificar a sílaba tônica é fundamental! A alternativa superestima o número de proparoxítonas.

C) Tanto “último” quanto “únicos” são acentuados apenas por serem proparoxítonas – não há hiato entre “u” e outra vogal nesses vocábulos. O acento não se deve à presença de hiato, o que caracteriza um equívoco comum em provas.

D) A palavra “contrário” é paroxítona terminada em ditongo crescente (“io”). Isso não é ditongo decrescente. Paroxítonas assim devem ser acentuadas, seguindo a regra, mas a alternativa erra na nomenclatura ao falar em “ditongo decrescente”. Atenção à diferença entre ditongo crescente (desliza do mais fraco para o mais forte, como árvore, vácuo) e decrescente!

Dica de estratégia:
Fique atento(a) ao tipo de sílaba tônica (oxítona, paroxítona, proparoxítona) e à terminação das palavras. Erros frequentes envolvem a confusão entre ditongos crescentes e decrescentes e justificativas de acento por “hiato” sem haver hiato na palavra.

Resumo: “Constrói” é acentuada porque termina em ditongo aberto (“ói”) e é oxítona, segundo a regra da norma-padrão e do acordo ortográfico.
Autores de referência: Evanildo Bechara, Celso Cunha & Lindley Cintra.

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Comentários

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'contrário' é acentuado por ser uma paroxítona terminada em ditongo CRESCENTE.

Ditongo aberto: Vogal + semivogal (ex.: -ói, -éi). No Novo Acordo, ditongos abertos em paroxítonos perderam acento (ex.: idéia → ideia), mas em monossílabos ou oxítonas, mantêm-se (ex.: herói, constrói).

A alternativa correta é A: 'constrói' recebe acento por ser um ditongo aberto que permaneceu no novo acordo ortográfico.

Aqui está a explicação para cada alternativa:

  • Alternativa A: O vocábulo "constrói" é acentuado por ser uma oxítona terminada em "i" com um ditongo aberto ("ói"). O acento em "constrói" foi mantido após o novo acordo ortográfico, pois se refere a uma oxítona com ditongo aberto. Portanto, a alternativa A está correta.

Um ditongo crescente ocorre na formação da sílaba com o encontro de uma semivogal + vogal, onde o som vai do mais fraco para o mais forte, como em "pátria" (pá-tria). Já o ditongo decrescente acontece quando uma vogal + semivogal se encontram na mesma sílaba, com o som do mais forte para o mais fraco, como em "pai" (pai). as semivogais mais comuns são( i) e ( u ).

A alternativa A diz que “constrói” recebe acento por ser um ditongo aberto que permaneceu no novo acordo ortográfico.

Isso está parcialmente verdadeiro, mas não explica corretamente a regra gramatical — e por isso está errada.

Vamos entender:

A palavra “constrói” tem a sílaba tônica trói, com o ditongo aberto “ói”.

Ela é uma oxítona terminada em ditongo aberto tônico (ói, éu, éi).

Segundo as regras de acentuação, todas as oxítonas terminadas em ditongos abertos “éu”, “éi” e “ói” são acentuadas.

O novo acordo ortográfico não mudou essa regra — ele apenas eliminou o acento em certos ditongos abertos de palavras paroxítonas (idéia → ideia, heróico → heroico), mas manteve o acento nas oxítonas como constrói.

Portanto, o motivo correto do acento é “oxítona terminada em ditongo aberto tônico ‘ói’”,

e não simplesmente “porque o ditongo permaneceu no novo acordo”.

Por isso, a alternativa A está incorreta.

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