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Q2646650 Medicina

A hipertensão arterial sistêmica acomete cerca de 30% da população adulta mundial. Realizar um adequado tratamento e conhecer os principais efeitos adversos das medicações anti-hipertensivas torna-se fundamental a fim de obter uma boa prática clínica, diminuindo as chances de não adesão ao tratamento medicamentoso. Nesse sentido, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, referente às classes das medicações anti-hipertensivas e seus respectivos efeitos adversos.

Coluna 1

1. Bloqueadores do canal de cálcio.

2. Diuréticos Tiazídicos.

3. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA).

4. Bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA).

5. Diuréticos poupadores de potássio.

Coluna 2

( ) Intolerância à glicose.

( ) Podem provocar hiperpotassemia em pacientes com DRC ou diabetes melito com acidose tubular

renal do tipo 4.

( ) Ginecomastia dolorosa, disfunção erétil e sangramento uterino não menstrual.

( ) Tosse seca.

( ) Edema maleolar.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas

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Comentário sobre a questão:

A questão aborda os efeitos adversos de diferentes classes de medicamentos anti-hipertensivos, um tema crucial na prática clínica, pois o conhecimento desses efeitos é essencial para garantir a adesão ao tratamento pelos pacientes. Vamos analisar cada alternativa e entender a associação correta entre as classes de medicamentos e seus efeitos adversos.

Justificativa para a alternativa correta (D):

1. **Intolerância à glicose** está associada aos diuréticos tiazídicos. Esta classe pode aumentar a resistência à insulina, levando a um risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 em longo prazo. Esse efeito é bem documentado em diretrizes como do Harrison’s Principles of Internal Medicine.

2. **Podem provocar hiperpotassemia em pacientes com DRC ou diabetes melito com acidose tubular renal do tipo 4** está relacionado aos bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA). Estes medicamentos, assim como os iECAs, podem aumentar os níveis de potássio, um ponto crítico em pacientes com função renal comprometida.

3. **Ginecomastia dolorosa, disfunção erétil e sangramento uterino não menstrual** são efeitos adversos dos diuréticos poupadores de potássio, como a espironolactona. Esses efeitos são devido à interação com receptores hormonais, algo bem descrito na literatura médica.

4. **Tosse seca** é um efeito colateral clássico dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA). A tosse ocorre devido ao acúmulo de bradicinina e substância P, que são normalmente degradadas pela ECA.

5. **Edema maleolar** é comumente observado com o uso de bloqueadores do canal de cálcio. Este efeito é devido à vasodilatação periférica que estes medicamentos causam.

Análise das alternativas incorretas:

A - A ordem 2 – 1 – 4 – 3 – 5 está incorreta porque não associa corretamente os efeitos adversos com suas respectivas classes. Por exemplo, a intolerância à glicose não é do grupo 1 (bloqueadores do canal de cálcio).

B - A sequência 5 – 2 – 3 – 4 – 1 erra ao associar os diuréticos poupadores de potássio com intolerância à glicose, um efeito que não é característico dessa classe.

C - A ordem 1 – 2 – 4 – 3 – 5 erra ao associar bloqueadores do canal de cálcio com intolerância à glicose, quando este efeito é dos diuréticos tiazídicos.

E - A sequência 4 – 3 – 2 – 1 – 5 não acerta a associação entre BRA e hiperpotassemia, por exemplo, que é um efeito adverso comum.

Entender estas associações é fundamental para a prática médica, pois a escolha correta do tratamento anti-hipertensivo minimiza efeitos adversos e maximiza a adesão e eficácia terapêutica.

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