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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.


Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".

Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.

Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?

O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.

Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.

O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.

Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.

Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.

De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.

"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.

Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas.


De acordo com as regras de acentuação gráfica,

Alternativas

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Tema central da questão: A questão cobra conhecimento sobre regras de acentuação gráfica, exigindo do candidato a identificação de diferentes regras que justificam o acento gráfico dos vocábulos em um trecho específico conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.

Justificativa para a alternativa correta (C):

A alternativa C afirma que existem cinco vocábulos acentuados por regras completamente distintas. No trecho apresentado, temos:

  • Além: oxítona terminada em “em” (acento nas oxítonas terminadas em “em”/“ens”);
  • Climáticos: proparoxítona (toda proparoxítona é acentuada);
  • Degradação: oxítona terminada em “ão” (oxítonas terminadas em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”, “em”, “ens” e “ão(s)” são acentuadas);
  • : monossílabo tônico terminado em “a” (acento nos monossílabos tônicos terminados em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”);
  • Saúde: paroxítona com hiato “u” tônico isolado entre vogais (acento em “i” ou “u” tônicos que formam hiato e não estão seguidos de “nh”).

Cada palavra é acentuada por um motivo distinto, demonstrando domínio das regras presentes em gramáticas como Bechara e Cunha & Cintra.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Não há acento diferencial no trecho (“pôr”/“por”, “pêlo”/“pelo”, etc.); logo, alternativa ERRADA.
  • B) Embora duas palavras sejam acentuadas como oxítonas (“além”, “degradação”), não são os únicos vocábulos relevantes, nem existe obrigatoriedade de serem apenas dois vocábulos pela mesma regra; assim, alternativa INCORRETA.
  • D) Apenas “climáticos” é proparoxítona; nenhum outro vocábulo do trecho compartilha essa classificação, logo, alternativa FALSA.

Estratégia para provas: Sempre classifique as palavras pelo tipo de sílaba tônica e atente-se a regras específicas do hiato. Destaque palavras sob suspeita (oxítonas, paroxítonas, monossílabos, proparoxítonas) e verifique cada uma pela sua respectiva regra, evitando generalizações apressadas ou suposições baseadas pela aparência da palavra.

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Comentários

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GAB: C

  • : Monossílabo tônico acentuado por terminar em "a".
  • Água: É uma paroxítona terminada em ditongo ("ua") e, por isso, é acentuada.
  • Saúde: Acentuada porque há um hiato com a vogal "u", que fica sozinha na sílaba e seguida de "de".
  • Climáticos: Proparoxítona, onde a sílaba tônica é a antepenúltima ("má"), e todas as proparoxítonas são acentuadas.
  • Além: Monossílabo tônico acentuado por terminar em "em".

Alguém pode me explicar o erro da B?

Além e Já não são vocábulos com a mesma regra de acentuação?

Segundo a norma ortográfica, as palavras além também recebem acento gráfico agudo, pois devem ser acentuadas todas as oxítonas, com mais de uma sílaba, terminadas em ditongo nasal grafado –EM ou –ENS (exceto alguns verbos).

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