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Q3874121 Português
Nutricionista ferida em mergulho mexe o braço após perder movimentos

    Após fraturar a coluna em um mergulho no início de janeiro, a nutricionista e influenciadora Flávia Bueno, 35, iniciou um tratamento experimental brasileiro com a proteína polilaminina e já apresenta os primeiros sinais de resposta motora.

    De acordo com imagens publicadas por sua família, a paciente começou a movimentar o braço direito pela primeira vez após o acidente. Ela estava internada na UTI do Einstein Hospital Israelita. A terapia utiliza uma substância nacional voltada à regeneração de tecidos nervosos.

     O medicamento experimental à base da proteína polilaminina é resultado de 25 anos de pesquisa liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do laboratório de biologia da matriz extracelular do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

    O estudo se baseia na laminina, uma proteína extraída da placenta humana capaz de reorganizar e modular células do sistema nervoso. A partir dessa pesquisa, foi criada a polilaminina, um fármaco experimental aplicado diretamente na coluna. Durante os testes laboratoriais e clínicos preliminares, pacientes com perda de movimentos por lesões medulares recuperaram, parcial ou totalmente, a mobilidade.

     Embora pareça promissora, a polilaminina ainda aguarda autorização da Anvisa para testes de larga escala, sendo aplicada no caso de Flávia sob protocolo judicial. Mas o órgão autorizou neste mês o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso da polilaminina, proteína que se mostrou capaz de regenerar lesões na medula espinhal.

     No dia 3 de janeiro, Flávia estava na praia em Maresias com uma amiga quando decidiu dar um mergulho. Como turista, ela não percebeu que as águas eram rasas. Bateu em bolsão de areia e sofreu lesões que afetaram as vértebras C3, C4, C5 e C6, de acordo com a família, causando paralisia nos membros superiores e inferiores, além de perda de sensibilidade.

     Ela foi internada em um hospital público de São Sebastião, mas depois foi transferida para o Einstein após a família contatar diversos especialistas sem sucesso. Segundo o irmão da influenciadora, o administrador de empresas Felipe Checchin, 37, a família buscou vários profissionais, mas o único que aceitou operá-la diante da gravidade do quadro pertencia ao corpo clínico do hospital.

     Felipe afirma que Flávia não possui cobertura de plano de saúde e a decisão de mantê-la no Einstein Hospital Israelita foi estratégica. Ele explica que a família cancelou a transferência para a rede pública após receber a notícia de que outra instituição não havia autorizado a aplicação da substância em outra paciente dois dias antes. Segundo ele, a permanência no Einstein ocorreu porque o comitê de ética da unidade aprovou o procedimento.

    O familiar relata que a aplicação aconteceu cerca de dez dias após a lesão. Felipe menciona que, apesar de o prazo ideal discutido pela ciência ser menor, de até 72 horas, a irmã apresentou uma evolução consistente. "Três dias após a aplicação, ela recuperou força no bíceps e dobrou o cotovelo do braço direito após comando do médico, de forma independente, algo que não tinha antes."

     A paciente deixou a UTI esta semana e foi transferida para uma unidade semi-intensiva. Felipe confirma que Flávia está consciente e responde a comandos motores. Ele detalha que as cirurgias de descompressão da medula e estabilização da cervical já foram realizadas.

     O quadro clínico, no entanto, ainda exige cuidados rigorosos. O deslocamento cervical bloqueou a passagem de sangue para o cérebro, causando isquemias permanentes no cerebelo e no tálamo. Conforme explica o irmão, essas lesões afetam diretamente o equilíbrio e a parte motora, mas a equipe médica trabalha com a possibilidade de o organismo estabelecer novos caminhos neurais.

     Flávia Bueno, que possui 157 mil seguidores em redes sociais, não possui cobertura de plano de saúde. De acordo com o irmão da paciente, as despesas no Einstein Hospital Israelita já superaram R$ 1 milhão. Uma mobilização digital foi aberta para custear o tratamento e as futuras etapas de reabilitação.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nutricionista-ferida-em-mergulho-mexe-o-braco-aposlesao-grave-na-medula/
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pela oração subordinada em destaque no período: Como turista, ela não percebeu que as águas eram rasas
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho "Como turista, ela não percebeu que as águas eram rasas.", o elemento decisivo é a regência de "percebeu": a oração introduzida por "que" funciona como complemento sem preposição, logo ocupa a posição de objeto direto.

Tema central: objeto direto oracional
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Vocativo é termo de chamamento, o que não ocorre com a oração destacada.
B
Errada
Incorreta. Objeto indireto exige preposição, e aqui a oração vem sem preposição, completando diretamente o verbo.
C
Errada
Incorreta. O sujeito da oração principal é "ela"; a oração destacada não exerce essa função.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a oração "que as águas eram rasas" completa o sentido de "não percebeu". Trata-se de oração subordinada substantiva objetiva direta, já que o verbo rege complemento direto e a oração ocupa essa função no período.
E
Errada
Incorreta. A oração destacada não atribui característica ao sujeito da oração principal; ela completa o verbo "percebeu". O predicado interno da subordinada não altera sua função no período principal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a estrutura interna da subordinada e a função que ela exerce no período principal: embora dentro dela haja "as águas eram rasas", a oração inteira é complemento direto de "percebeu". Também pode haver desvio de atenção por causa de "Como turista", que é apenas expressão adverbial.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique de que verbo a oração destacada depende e qual complemento esse verbo exige.
  • Teste a substituição da oração por "isso"; se a frase mantiver sentido e vier sem preposição, há forte indicação de objeto direto.
  • Não confunda a função da oração inteira com o tipo de predicado existente dentro dela.
  • Desconsidere termos adverbiais deslocados quando a pergunta recair sobre a função sintática da oração subordinada.

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Comentários

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Objeto Direto.

No período, a oração subordinada "que as águas eram rasas" completa o sentido do verbo percebeu (verbo transitivo direto), respondendo à pergunta "o quê?". Trata-se, portanto, de uma oração subordinada substantiva objetiva direta. As demais alternativas não se aplicam: não há vocativo, objeto indireto (pois não há preposição), sujeito (a oração não pratica a ação) nem predicativo do sujeito (não há verbo de ligação atribuindo qualidade ao sujeito "ela").

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