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Q3221604 Medicina
Paciente 9 meses de idade, há aproximadamente 10 dias estava apresentando coriza nasal intensa, hoje é trazido ao pronto socorro com quadro de dor abdominal em cólicas, e fezes em geléia de morango, Mãe relata que entre as crises de dor a criança parece confortável. No exame abdominal nota-se uma massa palpável a direita, sem peritonite. Dados vitais normais. Realizada radiografia de abdome que evidenciou dilatação de alças de delgado, sem sinais de pneumoperitôneo. Considerando o quadro acima, qual o diagnóstico mais provável e a conduta?
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Tema central: O caso clínico apresentado é típico de invaginação intestinal, condição em que uma alça intestinal se encaixa dentro de outra, levando à obstrução. Acomete principalmente crianças de 6 meses a 2 anos e representa a principal emergência abdominal nesse grupo.

Destaques do quadro clínico:
Idade típica: 9 meses.
Sintomas: dor abdominal em cólica, fezes em geleia de morango (muco e sangue), intervalos assintomáticos (criança confortável entre as crises), massa abdominal palpável.
Exame físico: sem sinais de peritonite e sem instabilidade hemodinâmica.
Radiografia de abdome: dilatação de alças de delgado, sem pneumoperitôneo.

Segundo o Manual de Acompanhamento da Criança – Linha de Cuidado SES-SP:
“A ultrassonografia é o exame de escolha para o diagnóstico da intussuscepção [invaginação]. Inicialmente pode-se tentar a redução hidrostática guiada por ultrassom ou com enema baritado sob visualização radiológica...”

Portanto:
Alternativa correta: C — “Invaginação intestinal, redução hidrostática da invaginação acompanhada de Ultrassom ou radiografia seriada.”
Este é o tratamento de primeira linha na ausência de sinais de perfuração ou peritonite. O método é seguro, pouco invasivo, e evita cirurgia na maioria dos casos (UpToDate; SES-SP).

Análise das alternativas incorretas:
A) Gastroenterite bacteriana: NÃO cursa com fezes “geleia de morango” nem massa abdominal.
B) Invaginação intestinal, laparotomia exploradora: Cirurgia só é indicada após falha da redução ou em casos de perfuração/peritonite.
D) Bolo de áscaris: Também causa obstrução, porém sem o quadro clássico de fezes sanguinolentas e muco, nem massa em quadrante direito;
E) Volvo intestinal: Mais comum em crianças maiores; a apresentação clínica difere.

Estratégia de prova: Atenção aos sinais clássicos da doença e sempre busque a conduta menos invasiva adequada ao caso. O termo “redução hidrostática” + ausência de sinais de gravidade apontam para a abordagem conservadora!

Resumo: O padrão-ouro de tratamento para invaginação intestinal sem complicações é a redução hidrostática guiada. Evite marcar cirurgia ou antibióticos onde não há indicação clara.

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