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Gabarito comentado
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Tema central: abordagem inicial do traumatismo cranioencefálico (TCE) leve/moderado, com foco em metas fisiológicas e indicação de tomografia de crânio (TC).
Alternativa correta: C — Manter PCO2 arterial entre 35–45 mmHg (normocapnia) e realizar TC pelo mecanismo/gravidade.
Justificativa: Em TCE, a hiperventilação profilática (PCO2 baixo) reduz o fluxo sanguíneo cerebral e pode agravar isquemia; portanto, a meta é normoventilação (PCO2 35–45 mmHg). A Brain Trauma Foundation não recomenda hiperventilação rotineira, reservando-a apenas como ponte em hipertensão intracraniana refratária. Quanto à imagem, o paciente tem GCS 14 (não é 15) com cefaleia e trauma de alta energia (colisão carro–carro). Diretrizes (ACEP 2018/2023; regras clínicas como Canadian CT Head Rule) recomendam TC em adultos com GCS 14 ou sintomas de alerta após TCE. Assim, a conduta ideal é normocapnia + TC de crânio.
Análise das incorretas
A) Hipotermia terapêutica não é indicada rotineiramente no TCE para melhorar desfechos (BTF; evidência desfavorável em ensaios). Além disso, há necessidade de TC dada a GCS 14 e mecanismo. Duplo erro.
B) Glicemia alvo 140–180 mg/dL é aceitável em terapia intensiva para evitar hipoglicemia, mas não é medida específica do TCE leve e não substitui a avaliação por imagem quando indicada. Erro principal: afirmar que não há necessidade de TC apesar de GCS 14 e sintomas.
D) Manter PAS > 80 mmHg é insuficiente. A recomendação é evitar hipotensão, idealmente PAS ≥ 110 mmHg em adultos jovens para prevenir lesão secundária (BTF; UpToDate; Harrison’s). Além disso, a TC é necessária. Logo, meta hemodinâmica inadequada, embora acerte na imagem.
Estratégia para a prova
- Identifique “GCS 14”: sinal de alerta → pensar em TC.
- “Paciente estável” não exclui lesão intracraniana: avalie mecanismo e sintomas (cefaleia, tontura).
- Metas fisiológicas no TCE: normoventilação (PCO2 35–45), oxigenação adequada (SatO2 > 94%), normotensão (evitar PAS baixa), euglicemia (evitar hipo/hiperglicemia).
- Desconfie de alternativas que proponham hiperventilação ou hipotermia como rotina.
Referências essenciais: Brain Trauma Foundation (Guidelines for Management of Severe TBI); ACEP Clinical Policy for Mild TBI (2018/2023); UpToDate: Initial management of TBI in adults; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: C
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Comentários
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alternativa correta: c) Manter PCO2 arterial entre 35 e 45 mmHg; necessário tomografia computadorizada devido a mecanismo do trauma.
esmiuçando o caso clínico
a questão aborda as medidas de abordagem terapêutica ideais para um paciente com traumatismo cranioencefálico (TCE) após uma colisão carro-carro, destacando a importância de manter parâmetros fisiológicos dentro de limites normais e a necessidade de exame de imagem para avaliar as lesões internas.
justificativa
manter a PCO2 arterial entre 35 e 45 mmHg é importante para evitar complicações como a hipertensão intracraniana. A realização de tomografia computadorizada é necessária devido ao mecanismo do trauma e à possibilidade de lesões intracranianas que podem não ser aparentes no exame físico inicial.
análise das demais alternativas
- a) Realizar hipotermia terapêutica; não há necessidade de exame de imagem, devido a ECG com boa pontuação e paciente estável: incorreta. a hipotermia terapêutica não é indicada para todos os casos de TCE, e a tomografia computadorizada é necessária para avaliar lesões internas.
- b) Manter glicemia alvo de 140 a 180 mg/dl; não há necessidade de exame de imagem, devido a ECG com boa pontuação e paciente estável: incorreta. manter a glicemia é importante, mas o exame de imagem ainda é necessário para avaliar as lesões internas.
- d) Manter PAS maior que 80 mmHg; necessário tomografia computadorizada devido a mecanismo do trauma: incorreta. manter a pressão arterial sistólica (PAS) é importante, mas a PCO2 deve ser controlada dentro dos limites normais para evitar complicações.
resumo
manter a PCO2 arterial entre 35 e 45 mmHg e realizar tomografia computadorizada são medidas essenciais no manejo de um paciente com TCE após uma colisão, para evitar complicações e avaliar lesões internas.
pontos chave
- PCO2 arterial: manter entre 35 e 45 mmHg para evitar hipertensão intracraniana.
- tomografia computadorizada: necessária devido ao mecanismo do trauma para avaliar lesões internas.
- controle fisiológico: manutenção de parâmetros normais é crucial no manejo de TCE.
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