A prevalência da Doença de Alzheimer (DA) ao longo da vida é...
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Tema central: Doença de Alzheimer (DA) – epidemiologia, fisiopatologia e tratamento farmacológico. A questão cobra reconhecimento de condutas e conceitos-chave, com foco em memantina e nos achados patológicos clássicos.
Alternativa correta: A
A memantina é um antagonista não competitivo do receptor NMDA, indicada para DA moderada a grave. É geralmente bem tolerada, podendo causar tontura, confusão e, menos frequentemente, alucinações. Evidências mostram benefício modesto em cognição, comportamento e atividades de vida diária nessa fase da doença. Referências: UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine; Diretrizes AAN (American Academy of Neurology) para manejo de demências.
Por que as demais estão incorretas?
B. Pegadinha genética: DA de início precoce (familiar, autossômica dominante) está mais ligada a mutações nos genes APP, PSEN1 e PSEN2. O APOE ε4 é principalmente um fator de risco para início tardio (esporádico), não o principal determinante da forma precoce. (Harrison’s; UpToDate)
C. Inversão dos achados patológicos: Em DA, as placas neuríticas são compostas por beta-amilóide, enquanto os emaranhados neurofibrilares são de proteína tau hiperfosforilada. A alternativa trocou os conteúdos. (Harrison’s; neuropatologia clássica)
D. Confusão entre exame mental e neurológico: O exame do estado mental (memória, linguagem, funções executivas) altera-se precocemente na DA. O exame neurológico pode ser inicialmente normal, mas alterações (marcha, reflexos primitivos) surgem com a progressão. Logo, não é correto dizer que “assim como o exame do estado mental” o exame neurológico permanece normal até fases muito avançadas. (AAN; UpToDate)
Dicas de prova e raciocínio clínico
- Associe memantina a DA moderada–grave; inibidores da acetilcolinesterase (donepezila, rivastigmina, galantamina) a DA leve–moderada.
- Lembre a dupla patológica clássica: placas = beta-amilóide; emaranhados = tau.
- Genética: início precoce → APP/PSEN1/PSEN2 (determinístico); início tardio → APOE ε4 (risco).
Contexto diagnóstico (resumo útil): declínio progressivo de memória episódica e funções executivas, impacto em AVDs, triagem com MMSE/MoCA, exclusão de causas reversíveis, e biomarcadores (LCR: Aβ42 baixo, tau elevada; PET amiloide/tau) quando disponíveis. (Diretrizes AAN; UpToDate)
Gabarito: A
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Comentários
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A alternativa correta é a A: Para a demência moderada a grave, a memantina habitualmente é bem tolerada, apesar dos relatos de agravamento de confusão, alucinações e tontura.
Vamos analisar cada alternativa:
- A) Correta: A memantina é um medicamento comumente utilizado para tratar a doença de Alzheimer em estágios moderados a graves. Embora seja bem tolerada por muitos pacientes, é importante ressaltar que pode causar alguns efeitos colaterais, como confusão, alucinações e tontura, especialmente no início do tratamento.
- B) Incorreta: A DA de início precoce tem sido mais associada a mutações em genes que codificam proteínas relacionadas à formação das placas amiloides e emaranhados neurofibrilares, como os genes APP, PSEN1 e PSEN2. O APOE4 é um fator de risco para a DA de início tardio, aumentando a suscetibilidade e a idade de início da doença.
- C) Incorreta: As características patológicas essenciais da DA são os emaranhados neurofibrilares (agregados de proteína tau hiperfosforilada) e as placas neuríticas senis (agregados de beta-amilóide). A alternativa inverteu as proteínas envolvidas em cada estrutura.
- D) Incorreta: O exame neurológico geralmente revela alterações, como reflexos anormais, rigidez muscular e sinais de lesões piramidais, à medida que a doença progride.
Em resumo:
A memantina é uma opção terapêutica importante para pacientes com Alzheimer em estágios mais avançados, embora possa causar alguns efeitos colaterais. A compreensão das bases genéticas e das características patológicas da doença é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados.
Pontos importantes a serem lembrados sobre a Doença de Alzheimer:
- É uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o pensamento e o comportamento.
- A causa exata ainda não é completamente conhecida, mas fatores genéticos e ambientais estão envolvidos.
- Não existe cura, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
- O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o mais cedo possível.
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