De acordo com o texto, o nosso cérebro 

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Texto 01

O básico que funciona: o poder dos hábitos simples para mudar sua vida
Christiane Gonçalves

Muita gente acredita que para melhorar a saúde e ter mais qualidade de vida é preciso mudar radicalmente. Mas isso não passa de um grande mito. Se o seu objetivo é perder peso, começar um exercício, se manter mais focado, ser menos estressado, acordar mais cedo ou fazer qualquer modificação na rotina, o caminho é adquirir hábitos simples.

Tomar sol, beber mais água e trocar o celular por um livro antes de dormir parece algo sem importância, mas a verdade é que essas práticas podem ser muito poderosas.

Mudar não quer dizer começar do zero. Por isso, não adianta implementar hábitos radicais na rotina para obter uma mudança significativa, pelo contrário.

Quem já tentou perder peso através de uma dieta radical sabe bem disso. No início parece fácil – e até gostoso – modificar completamente os hábitos alimentares. Mas, no geral, essa mudança dura apenas algumas semanas.

De acordo com a médica e psicoterapeuta Cristiane Marino, isso acontece porque o cérebro e o corpo não lidam bem com mudanças bruscas e impostas.

“Toda mudança radical imposta bruscamente para o nosso corpo, gera uma resistência imediata. Inconscientemente, com o tempo, a gente acaba boicotando aquele hábito que começamos a seguir com toda empolgação. E aí, aos poucos, vamos deixando essa mudança de lado”, explica a médica. Por isso, ela orienta que os hábitos sejam introduzidos na rotina de forma muito suave, de modo que não gere resistência nem boicote.

No livro Mulheres Que Correm Com os Lobos, a autora Clarissa Pinkola Estés escreveu o seguinte: “Grandes mudanças são resultado cumulativo de ajustes mínimos”. Em outras palavras, não adianta querer resetar a programação cerebral, que já está acostumada há décadas com o mesmo tipo de situação, de um dia para o outro, com uma imposição abrupta. Sendo assim, a melhor maneira de obter aquela mudança de vida tão desejada, é optar pelos hábitos simples. Uma mudança aqui, outro ajuste ali e quando você percebe, a transformação aconteceu de forma natural e já faz parte da rotina.
[...]

Disponível em: vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 6 jun. 2024. Adaptado.
De acordo com o texto, o nosso cérebro 
Alternativas

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Tema da questão: interpretação de texto, com foco em ideia central e nos marcadores discursivos (“por isso”, “pelo contrário”, “em outras palavras”).

Estratégia para resolver: em textos opinativos/explicativos, localize as frases que expressam regra geral do autor. Aqui, observe: “não lidam bem com mudanças bruscas”, “por isso” (conclusão), “em outras palavras” (reformulação) e a defesa de “hábitos simples”. Esses conectivos orientam a interpretação.

Base textual essencial: o texto afirma que o corpo e o cérebro não se dão bem com mudanças bruscas/radicais, que isso gera resistência e boicote, e conclui, portanto, que mudanças devem ser suaves e simples (“ajustes mínimos”).

Norma/observação linguística útil: segundo a Gramática Normativa (por exemplo, Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”), expressões como “por isso” introduzem conclusão; “pelo contrário”, oposição; “em outras palavras”, paráfrase. Reconhecer essas relações de coesão ajuda a extrair a tese do texto. Do ponto de vista lexical, os adjetivos brusco/radical contrapõem-se a suave/simples (antônimos), o que reforça a conclusão pretendida pelo autor.

Alternativa correta: E – O texto sustenta que o cérebro aceita melhor mudanças simples e graduais. Provas no texto: “não lidam bem com mudanças bruscas”, “introduzidos […] de forma muito suave”, “grandes mudanças são resultado de ajustes mínimos”. Logo, a ideia correta é que o cérebro reage de forma mais favorável ao simples e ao gradual.

Por que as demais estão incorretas?

A – Afirma que eliminamos depressa os hábitos antigos. O texto descreve o oposto: frente a mudanças impostas, há resistência e acabamos boicotando o novo, voltando à rotina anterior. Não há base para “excluir rapidamente” o que era antigo.

B – Diz que lidamos bem com mudanças repentinas. É contrário ao explícito no texto: “não lidam bem com mudanças bruscas”. É uma inversão do sentido, típica pegadinha.

C – Sugere que controlamos melhor mudanças radicais. O texto liga o radical ao fracasso de manutenção do hábito (resistência/boicote). Não aparece a ideia de “controle melhor”; pelo contrário, a reação é desfavorável.

D – Afirma que hábitos complexos são mais adequados. Toda a argumentação valoriza o simples/gradual contra o complexo/radical. Falta respaldo textual.

Pegadinhas e como evitar:
- Atenção a negações (“não lidam bem”) que invertem o sentido.
- Desconfie de alternativas que trocam antônimos (brusco vs. suave; radical vs. simples).
- Siga os conectivos: “por isso” indica a conclusão correta a marcar na alternativa.

Resumo para levar à prova: onde o texto reprova o radical e recomenda o suave, a resposta deverá apontar para mudanças simples, introduzidas gradualmente.

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