De acordo com o texto, o nosso cérebro
Gabarito comentado
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Tema da questão: interpretação de texto, com foco em ideia central e nos marcadores discursivos (“por isso”, “pelo contrário”, “em outras palavras”).
Estratégia para resolver: em textos opinativos/explicativos, localize as frases que expressam regra geral do autor. Aqui, observe: “não lidam bem com mudanças bruscas”, “por isso” (conclusão), “em outras palavras” (reformulação) e a defesa de “hábitos simples”. Esses conectivos orientam a interpretação.
Base textual essencial: o texto afirma que o corpo e o cérebro não se dão bem com mudanças bruscas/radicais, que isso gera resistência e boicote, e conclui, portanto, que mudanças devem ser suaves e simples (“ajustes mínimos”).
Norma/observação linguística útil: segundo a Gramática Normativa (por exemplo, Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”), expressões como “por isso” introduzem conclusão; “pelo contrário”, oposição; “em outras palavras”, paráfrase. Reconhecer essas relações de coesão ajuda a extrair a tese do texto. Do ponto de vista lexical, os adjetivos brusco/radical contrapõem-se a suave/simples (antônimos), o que reforça a conclusão pretendida pelo autor.
Alternativa correta: E – O texto sustenta que o cérebro aceita melhor mudanças simples e graduais. Provas no texto: “não lidam bem com mudanças bruscas”, “introduzidos […] de forma muito suave”, “grandes mudanças são resultado de ajustes mínimos”. Logo, a ideia correta é que o cérebro reage de forma mais favorável ao simples e ao gradual.
Por que as demais estão incorretas?
A – Afirma que eliminamos depressa os hábitos antigos. O texto descreve o oposto: frente a mudanças impostas, há resistência e acabamos boicotando o novo, voltando à rotina anterior. Não há base para “excluir rapidamente” o que era antigo.
B – Diz que lidamos bem com mudanças repentinas. É contrário ao explícito no texto: “não lidam bem com mudanças bruscas”. É uma inversão do sentido, típica pegadinha.
C – Sugere que controlamos melhor mudanças radicais. O texto liga o radical ao fracasso de manutenção do hábito (resistência/boicote). Não aparece a ideia de “controle melhor”; pelo contrário, a reação é desfavorável.
D – Afirma que hábitos complexos são mais adequados. Toda a argumentação valoriza o simples/gradual contra o complexo/radical. Falta respaldo textual.
Pegadinhas e como evitar:
- Atenção a negações (“não lidam bem”) que invertem o sentido.
- Desconfie de alternativas que trocam antônimos (brusco vs. suave; radical vs. simples).
- Siga os conectivos: “por isso” indica a conclusão correta a marcar na alternativa.
Resumo para levar à prova: onde o texto reprova o radical e recomenda o suave, a resposta deverá apontar para mudanças simples, introduzidas gradualmente.
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