Para Netto (2001), a análise da profissão como mera continu...

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Q4152704 Serviço Social
Para Netto (2001), a análise da profissão como mera continuidade das formas filantrópicas e assistenciais, desenvolvidas desde sua emergência no Brasil, se apresenta ineficiente por ser uma visão mecanicista e linear da realidade, pois a relação de continuidade não é única, tampouco exclusiva, visto que
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O trecho do enunciado que afirma que a relação de continuidade “não é única, tampouco exclusiva” corresponde à formulação de Netto (2001) sobre a coexistência entre continuidade e ruptura na gênese do Serviço Social; por isso, o gabarito é a alternativa D.

Tema central: continuidade e ruptura
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma ruptura já na emergência da profissão, com laicidade e criticidade desde a década de 1930. Isso contraria a base segundo a qual o Serviço Social brasileiro surgiu historicamente vinculado à doutrina social da Igreja Católica e a matrizes conservadoras; portanto, não houve ruptura originária e plena nesses termos.
B
Errada
Está errada porque limita a continuidade com a filantropia e o assistencialismo apenas ao período do Código de Ética de 1947. A formulação de Netto não trabalha com essa limitação cronológica específica, mas com a ideia de coexistência estrutural entre continuidade e ruptura na constituição da profissão.
C
Errada
Está errada porque diz que o Serviço Social brasileiro recusou, em sua emergência, bases doutrinárias e filantrópicas. Isso nega justamente a dimensão de continuidade que o enunciado preserva e que a interpretação de Netto reconhece como parte da gênese profissional.
D
Certa
A alternativa D está correta porque expressa a chave interpretativa atribuída a Netto (2001): não basta explicar o Serviço Social como simples prolongamento da filantropia e do assistencialismo. A constituição da profissão envolve, ao mesmo tempo, elementos de continuidade com essas formas e uma ruptura que se torna determinante para que o Serviço Social se constitua como profissão, superando uma leitura linear e mecanicista de sua emergência.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi opor indevidamente continuidade e ruptura: a questão não negava a continuidade com a filantropia e o assistencialismo, mas exigia perceber que ela não é exclusiva, pois coexistiu com uma ruptura decisiva. Outra armadilha foi projetar para a origem da profissão uma criticidade que pertence a momentos posteriores.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado negar explicação "mera", "única" ou "exclusiva", procure a alternativa que preserve a relação histórica, mas acrescente a mediação decisiva indicada pelo autor.
  • Em questões sobre a gênese do Serviço Social brasileiro, elimine alternativas que descrevam ruptura total desde a origem com bases doutrinárias, filantrópicas ou assistenciais.
  • Desconfie de alternativas que imponham cortes cronológicos estreitos sem apoio no texto-base, sobretudo quando a tese apresentada é estrutural e não circunstancial.

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