Colocando-se o verbo “existir no lugar do "haver" no trecho...

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Q2635757 Português

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, leia o trecho do conto “Sol nascente”


Ainda hoje, quando lanço o olhar ao mar, imagino a vida de meus avós como ilhas distantes, cercadas pela vastidão de um oceano de histórias (muitas delas guardadas na linha de um horizonte que não pode mais ser lido). No alto do Morro de São Sebastião, contemplo o sol nascente e me inspiro a iniciar estas linhas. Talvez elas não contenham toda a verdade, talvez haja imprecisões e deslizes históricos, mas foi assim que eu as recebi, pela boca dos que sobreviveram.

leiri-san inspecionava as conversas dos navios que nasciam no estaleiro que dirigia com disciplina. Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan, tomada da China após a guerra sino-japonesa. Para lá a família leiri emigrou para prosperar. Chiyoko, filha do patriarca leiri, cresceu entre finas bonecas de porcelana, tendo os melhores instrutores, tornando-se de pianista a carateca. Sempre ávida por conhecimento, aprendeu com seu tio diversos procedimentos, tais como a realização de partos e, sobretudo, a quiropraxia. Chiyoko se transformou em uma mulher extraordinária, nadando em alto-mar e, apesar de sua compleição esguia, aveniurando-se até a praticar sumô. Após aprender tantas coisas, não poderia ter se tomado outra coisa a não ser professora.

Naquele dia, apesar da triste guerra, Chiyoko estava feliz. Era o dia do aniversário de seu pai. Não importava a ela que seu otosan estivesse em um leito de hospital nem que o medo rondasse cada esquina. Ela tinha conseguido, a grande custo, algumas iguarias que seu pai gostava de comer. Era para comemorar a data, para celebrar a vida. E seus passos eram alegres quando a sirene tocou. E era alegre o dia quando as bombas caíram.

O hospital em que seu pai estava foi atingido. A vida naufragou. [...] Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra, que estava para ser perdida.


(Adaptado de: KONDO, André. Origens. Editora do Brasil, 2019. Edição Eletrônica)

Colocando-se o verbo “existir no lugar do "haver" no trecho talvez haja imprecisões e deslizes históricos (1º parágrafo), a forma verbal resultante será:

Alternativas

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Alternativa correta: B – existam.

Tema central da questão: O exercício aborda a concordância verbal ao substituir o verbo “haver” por “existir”, tema frequente em provas de concursos na área de Interpretação de Textos e Gramática. A questão pede atenção à forma correta do verbo no contexto apresentado.

Resumo teórico:

O verbo haver, quando usado no sentido de “existir”, é impessoal: não tem sujeito e, por isso, deve ficar sempre no singular. Exemplo: Há dúvidas sobre o tema.

Ao substituir por existir, o verbo passa a ser pessoal e concorda com o sujeito da oração. O sujeito é o elemento sobre o qual se faz uma declaração, neste caso: imprecisões e deslizes históricos. Portanto, o verbo precisa ficar no plural: existam.

Fontes: Gramática Houaiss (2009); Gramática Normativa da Língua Portuguesa – Evanildo Bechara.

Justificando a alternativa correta:

Na frase “talvez haja imprecisões e deslizes históricos”, ao trocar “haver” por “existir”, a concordância obriga o verbo ao plural, já que o sujeito é “imprecisões e deslizes históricos”. O advérbio “talvez” pede o modo subjuntivo, então a conjugação correta é existam (presente do subjuntivo, plural).

Assim, a forma correta é: Talvez existam imprecisões e deslizes históricos.

Análise das alternativas incorretas:

A – exista: Singular, porém o sujeito está no plural.

C – existe: Presente do indicativo, e no singular. Além de não concordar com o sujeito, não está no modo exigido pelo advérbio “talvez”.

D – existiriam: Futuro do pretérito (condicional) e plural, mas não corresponde ao tempo e modo exigidos pelo contexto.

E – existira: Pretérito mais-que-perfeito do indicativo, inadequado ao contexto e ao advérbio “talvez”.

Dicas para interpretação em provas:

  • Verifique sempre se o verbo é impessoal (não tem sujeito) ou pessoal (tem sujeito explícito).
  • Ao encontrar advérbios como “talvez”, pense no modo subjuntivo.
  • Cuidado com pegadinhas de tempo e número verbal: o verbo deve concordar com o sujeito em pessoa e número!

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Comentários

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Haver, no sentido de existir, é um verbo impessoal. O contrário não é válido

Meu nome é Andressa Salviano, fiz o concurso do INSS com minha bebê de colo e consegui a tão sonhada aprovação. Tenho canal no YouTube e também Instagram no qual trago dicas de direito previdenciário, bem como técnicas de estudos. Venha conhecer o nosso grupo de estudos. @prof.andressasalviano

Na maior parte das vezes, o verbo haver é usado com o sentido de existir, acontecer ou para indicar ideia de tempo. Quando usado com esses sentidos, ele é impessoal, por isso, quase sempre o verbo haver é conjugado na 3.ª pessoa do singular (ele/ela): há, havia, houve.

Verbo impessoal é aquele que não têm sujeito e, por isso, não pode ser usado no plural, tal como os verbos haver, fazer, amanhecer, chover.

+1

GAB B.

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