Texto III - Quanto de barbárie existe ainda dentro
de nós?
Carregamos dentro de nós, latente mas sempre
atuante, o impulso de morte. A religião, a moral, a educação, o trabalho civilizatório foram os meios que desenvolvemos para pôr sob controle esses demônios
que nos habitam. Mas essas instâncias não detêm
aquela força que possa submeter tais impulsos às regras de uma civilização que procura resolver os problemas humanos com acordos e não com o recurso da
violência.
Cumpre reconhecer que vigora em nós ainda muita
barbárie. Não diria animalidade, pois os animais se
regem por impulsos instintivos de preservação da vida
e da espécie. Em nós esses impulsos perduram mas
temos condições de conscientizá-los, canalizá-los para
tarefas dignas, através de sublimações não destrutivas,
como Freud e, recentemente, o filósofo René Girard
com seu “desejo mimético” positivo tanto insistiram.
Mas ambos se dão conta do caráter misterioso e
desafiante da persistência desse lado sombrio (pulsão
de morte em dialética com a pulsão de vida) que dramatiza a condição humana e pode levar a fatos irracionais e criminosos como o linchamento de uma pessoa
inocente.
Leonardo Boff. 19/05/2014. Fragmento. Disponível em http://
leonardoboff.wordpress.com/2014/05/19/quanto-de-barbarie-existe-aindadentro-de-nos/
“Não diria animalidade, pois os animais se regem
por impulsos instintivos...” A conjunção em destaque explicita a seguinte relação lógica existente
entre essas duas orações:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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